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Serra do Mar

Montanhista que se perdeu no Itupava diz que ficou os 17 dias sem dormir

Denise Ciunek diz que esperava um milagre no dia em que foi encontrada. Ela afirma que voltará ao local, mas que nunca mais fará a trilha sozinha

A montanhista Denise Ciunek, que ficou 17 dias perdidas no Caminho do Itupava, na Serra do Mar, contou, em entrevista exclusiva ao programa Revista RPC, da RPCTV, que passou todo o período sem dormir. Denise foi encontrada pelo Corpo de Bombeiros em uma das trilhas da Serra do Mar em 4 de setembro.

"No lugar em que me encontraram havia uma pedra e eu passava os dias deitada em cima dela", afirmou a montanhista. Ela disse que no domingo (4) – quando foi encontrada – o tempo estava mudando e isso causou preocupação, pois não tinha onde se abrigar da chuva. "Eu estava apavorada por causa da formação de nuvens e pedia que fosse aquele o dia do milagre", contou Denise à Revista RPC.

Ela foi localizada por uma equipe formada pelo 2° Sub Grupamento de Bombeiro Independente (SGBI), de montanhistas e funcionários do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) nas proximidades da estação ferroviária Véu da Noiva, em Morretes. Após o resgate, ela foi levada de helicóptero para um hospital de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba.

Denise iniciou a trilha no dia 19 de agosto, faria a trilha até Morretes e voltaria no mesmo dia. O Corpo de Bombeiros foi avisado no dia 26 de agosto do desaparecimento de Denise. Uma vizinha percebeu que a montanhista não retornou para casa e avisou a família dela.

Para se alimentar, Denise tinha duas garrafas de água, seis bananas em barra, quatro barras de cereal e um pacote de castanha de caju. "Eu colocava uma castanha na boca por dia e dava uma mordida na barra de cereal", lembrou.

A montanhista disse que não acreditou quando os bombeiros a encontraram e que a sua preocupação era saber como estavam os seus familiares. Denise afirmou que voltará ao Caminho do Itupava, mas que nunca mais fará a trilha sozinha.

Agressor na trilha

Denise afirmou que iniciou a caminhada na manhã do dia 19 de agosto e parou para almoçar por volta do meio-dia. Nesse momento foi surpreendida por um rapaz armado que a rendeu, ameaçou e fez com que ela andasse pela trilha. A montanhista contou que o rapaz – de aproximadamente 20 anos - estava drogado e exalava cheiro de crack.

Depois de um tempo, os dois pararam de caminhar, o rapaz colocou a arma no chão e iria tentar violentá-la. Quando ele largou a arma, a montanhista o acertou com dois golpes e fugiu. "Desci a trilha e comecei a correr", afirmou Denise. Ela caminhou até as 5 horas da tarde, até encontrar uma pedra para deitar.

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