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Curitiba

Morador de rua é espancado por vigilantes no Água Verde

Homem de 57 anos foi atacado quando se preparava para dormir sob a marquise de uma loja. Agressões só cessaram após a intervenção de vizinhos

Um morador de rua foi espancando por dois homens que vestiam uniformes de vigilantes, na noite de quarta-feira (19), em Curitiba. Carlos Fernando Carbonel, de 57 anos, se preparava para dormir sob a marquise de uma loja, no bairro Água Verde, quando foi abordado pela dupla. Após as agressões, ele precisou ser hospitalizado.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), Carbonel estava deitado em frente ao estabelecimento, quando, por volta das 23 horas, os vigilantes chegaram e o acusaram de ter furtado uma casa. A abordagem virou discussão e o morador de rua acabou sofrendo um ataque dos agentes de segurança.

Carbonel foi agredido por golpes de cassetetes, por socos e chutes. As agressões só terminaram porque vários vizinhos da loja – que já conheciam o morador de rua – saíram e intervieram. Diante da reação das pessoas, os vigilantes fugiram em uma motocicleta.

O morador de rua foi socorrido pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma de Emergência (Siate) e encaminhado ao Hospital Cajuru. Segundo a assessoria de imprensa da unidade, Carbonel chegou ao hospital com cortes profundos e, após o atendimento, passou por exames que não revelaram lesões mais graves. A vítima teve alta na manhã desta quinta-feira (20).

Além dos cortes na cabeça, as costas de Carbonel ficaram com diversas marcas, aparentemente causadas pelos golpes de cassetete. "Usam uniformes para fazer as coisas que fizeram, para usar da violência e da animalidade que têm, para reagir assim com quem não faz nada", disse o morador de rua, em entrevista ao telejornal ParanáTV 2ª edição, da RPC-TV.

Apesar de os vizinhos terem anotado as placas da moto, a polícia não conseguiu identificar a que empresa de segurança os vigilantes trabalham. O boletim de ocorrência foi registrado pela PM e, até as 19 horas desta quinta, o caso não havia chegado ao 2º Distrito Policial (DP), responsável pela área onde o crime ocorreu.

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