
Faleceu na manhã de sábado, em Curitiba, aos 70 anos, o jornalista Jorge Narozniak. Ele foi produtor da RPC TV por 25 anos, com reportagens do Globo Repórter no currículo. Ele lutava contra um câncer de fígado e morreu em casa, com a família. Em 2010, lançou o livro Histórias do Paraná, "uma espécie de bastidores dos tradicionais livros de história", como ele mesmo gostava de definir.
Foi repórter e redator da Revista Manchete e do Diário do Paraná, além de presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná e diretor da Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais. "Jorge Narozniak fazia parte da cota de jornalistas acima da média, fiel depositário da memória da imprensa e do Paraná", comenta o jornalista Dante Mendonça.
O velório está previsto para a capela 2 do Cemitério Água Verde a partir das 18 horas de sábado e o sepultamento para às 15 horas de domingo.
Confira a repercussão da morte de Jorge Narozniak
Dante Mendonça, jornalista: "Tenho por mim que, assim como temos cotas para minorias nas universidades, também precisamos de cotas para jornalistas acima de 60 anos nos meios de comunicação. Dotados de larga experiência e memória, são eles as minorias que podem ensinar aos jovens o caminho das pedras. Indicar quem é quem, fazer conexões entre personagens, servir de alerta, revelar os antecedentes de certos acontecimentos que quase sempre passam em brancas nuvens. Jorge Narozniak fazia parte dessa cota de jornalistas bem acima da média, fiel depositário da memória da imprensa e do Paraná".
Valério Fabris, jornalista, de Belo Horizonte: "Nos seis anos vividos em Curitiba, tive poucas - diria, até mesmo, raras e breves - conversas com Jorge Narozniak. Mas sempre guardei dele uma lembrança afetuosa. A Curitiba autêntica, seja no seu jornalismo histórico e nas suas raízes eslavas, perde uma referência muito expressiva. Quando me deparava com Jorge, via, diante de mim, a bondade".
Prefeito Gustavo Fruet: "Foi um dos mais determinados divulgadores da história, tradições e belezas do Paraná. Muito do que o Brasil conhece sobre nós se deve ao trabalho que ele exerceu, por décadas, nos jornais, revistas e principalmente na televisão".



