São Paulo - O chefe de cozinha Marcelo Campos Barros, de 35 anos, espancado no domingo após a 13ª edição da Parada Gay, morreu às 18h20 de ontem na Santa Casa de São Paulo, onde estava internado. Segundo amigos, embora fosse homossexual, a vítima não participou do evento. Ia encontrar um amigo quando foi agredido.
De manhã, a Santa Casa chegou a anunciar a morte cerebral de Barros, e o início de exames para uma eventual doação de órgãos, mas ele morreu durante os procedimentos. A Associação da Parada do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgêneros (LGBT) de São Paulo (APOGLBT) emitiu ontem nota em repúdio à violência ocorrida após a Parada.
Segundo a fotógrafa Luci Felippe, de 39 anos, amiga da vítima, Barros não participou da Parada porque não gostava de lugares com grande concentração de pessoas. "Ele estava em um churrasco e saiu para ir encontrar outro amigo na Rua Marquês de Itu", conta.
O chefe de cozinha, que trabalhou no restaurante francês Le Petit Trou, do guitarrista Edgard Scandurra, estava num ponto de ônibus às 22 horas nas imediações da Avenida Paulista quando um grupo se aproximou e o espancou. "Ele foi agredido só na região da cabeça. Foi de uma brutalidade sem tamanho. Nossa indignação é que essas agressões estão se tornando banais, corriqueiras, e não se pode pensar e agir dessa maneira", disse a amiga. Barros foi encontrado desacordado por uma ambulância que circulava pelo local. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa com traumatismo craniano. Os assassinos não foram identificados pela polícia.



