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Baixo risco

Morte materna tem a menor taxa da história

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A taxa de mortalidade materna atingiu o menor índice histórico no Paraná. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, no ano passado foi registrada uma taxa de 51,67 mortes maternas por grupo de 100 mil nascidos vivos ante 65,77 registradas no ano anterior – queda de 21,4%. A redução, porém, ainda parece insuficiente para que o Paraná cumpra a meta de redução proposta pela ONU, que sugere queda de 75% dos óbitos maternos até 2015.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, creditou a queda do índice ao investimento realizado em hospitais de referência. "Investimos na gestação de auto risco, criando o HospSus [programa lançado em julho de 2011, que destina recursos para infraestrutura hospitalar e capacitação médica]. Em 2013, teremos o Índice de Qualidade do Parto, que aumentará os investiremos em maternidades de risco habitual e intermediário."

Outro ponto apontado como determinante para a redução na taxa de mortalidade materna foi a criação do programa Mãe Paranaense, inspirado no Mãe Curitibana, que atende gestantes da capital paranaense durante o pré-natal, parto e puerpério. "O importante é vincular o parto para a gestante fazer o pré-natal já sabendo onde será o seu parto", diz o secretário.

Apesar da queda, o índice ainda está longe de chegar à meta de redução proposta pelo programa Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O caderno de proposições da ONU prevê que a mortalidade materna caia 75% entre 2000 e 2015. Essa conta deixaria o Paraná, daqui três anos, com 17,16 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos.

Meta factível

Para o ginecologista e obstetra Gleden Prates, a meta da ONU é factível, mas dificilmente será atingida até 2015. "Nossos hospitais para gestão de alto risco estão estrangulados por conta dos baixos repasses do SUS. Além disso, é uma política que atrela municípios que às vezes não têm a gestão adequada para a prevenção", afirma o médico da Maternidade Santa Brígida, de Curitiba. Já o ginecologista e obstetra Sheldon Botogoski cita a necessidade de investimento no tratamento das causas de mortes maternas para se aproximar da meta. "As principais causas são a hipertensão, hemorragia, infecções e o aborto ilegal", diz ele, que também é professor da UFPR.

No restante do país, a dificuldade com o indicador materno é a mesma. Das oito propostas da ONU, a redução da mortalidade e o combate à aids, malária e outras doenças são os que estão mais distantes do cumprimento: 21% de alcance da meta e 2% de decréscimo, respectivamente.

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