Foz do Iguaçu - A regulamentação dos serviços de mototáxi, motovigia e motoboy, aprovada pelo Senado, vai ajudar a agilizar uma nova modalidade de atendimento de saúde. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está investindo em equipamentos para a implantação de "motolâncias". O Ministério da Saúde pagou R$ 6 milhões na compra de 400 motocicletas trail, de 250 cilindradas. O Paraná vai receber 15 unidades, que serão utilizadas em Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Apucarana, Ponta Grossa e Cascavel. As motocas devem ser entregues até o fim do ano. A de Cascavel já chegou à cidade, mas ainda não tem prazo para começar a funcionar.
De acordo com a coordenadora de enfermagem do Samu de Cascavel, Vanessa Piccin Paz, são necessárias algumas providências antes de colocar a "motolância" nas ruas. Além dos trâmites de regularização do veículo, é preciso treinar os técnicos em enfermagem, que irão pilotar as motos. Eles terão aulas de direção defensiva na Polícia Rodoviária Federal. Oito candidatos farão o curso de 50 horas, e quatro serão efetivados para a função.
Os técnicos-pilotos ainda terão de cumprir outras exigências: devem ter curso de suporte básico de vida e comprovar experiência de dois anos em atendimentos de urgência.
O uso da motocicleta em serviços de urgência promete agilizar os atendimentos. Vanessa explica que a motocicleta não anula o veículo convencional. "A motolância serve para atendimento básico, primeiros socorros. Isso é essencial em ocorrências cardiovasculares, como infartos, anginas, ataques cardíacos e derrames", diz.
Para rodar e oferecer o um bom serviço, a motocicleta toda caracterizada, com adesivos do Samu e giroflex tem de carregar uma série de equipamentos. No baú de carga, posicionado no lugar do passageiro, deve haver cilindro de oxigênio, colares cervicais, desfibrilador externo automático, luvas de procedimento e estéreis, ataduras, compressas, gaze, talas de imobilização, seringas e cateteres.
Vanessa Paz disse que os medicamentos poderão ser utilizados desde que o técnico receba orientações do médico regulador da Central de Regulação das Urgências do Samu. Para facilitar a comunicação entre o médico e o técnico-piloto, um rádio comunicador será instalado no capacete.
Uma das exigências a serem cumpridas é garantir a segurança do técnico-piloto. Para dirigir uma motolância, serão necessários todos os equipamentos básicos: capacete, luvas, botas, caneleiras, cotoveleiras e joelheiras de proteção, além do uniforme padrão do Samu.
O veículo vai reforçar a frota de atendimento do serviço em Cascavel. O Samu do município tem uma unidade avançada, duas básicas e três veículos exclusivamente para transporte. De janeiro a junho deste ano, o Samu de Cascavel realizou 15.559 atendimentos, com média de 2,5 mil por mês.



