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TRANSPORTE

Motoristas prometem pôr fim à paralisação em SP

Ônibus parados formaram uma longa fila na Avenida Rebouças, em São Paulo, no segundo dia de greve dos motoristas e cobradores, ontem | Nacho Doce/Reuters
Ônibus parados formaram uma longa fila na Avenida Rebouças, em São Paulo, no segundo dia de greve dos motoristas e cobradores, ontem (Foto: Nacho Doce/Reuters)

Os motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo disseram na noite de ontem que voltariam ao trabalho a partir da zero hora desta quinta-feira. Uma reunião entre Ministério do Trabalho, sindicato e trabalhadores dissidentes também vai pedir ao prefeito Fernando Haddad (PT) que intermedeie as negociações. O grupo deve se reunir na prefeitura às 10 h de hoje.

"Nunca vi uma radicalidade tão grande por parte das empresas. Os empresários estão intransigentes e não aceitam reabrir negociações. Por isso, decidiram pedir a intervenção do prefeito para que ele ajude a pressionar as empresas a reabrir as negociações", afirmou o superintendente-regional do trabalho em São Paulo, Luiz Antonio Medeiros.

As empresas não concordam em reabrir a negociação, uma vez que houve uma assembleia na última segunda-feira em que um grupo de trabalhadores aprovou o aumento de 10%. Os grevistas, no entanto, querem 30% de reajuste. "Se não houver cooperação, vamos parar a cidade de novo", afirmou Paulo Martins Santos, representante dos grevistas da empresa Gato Preto.

Antônio Roberto Pavani Júnior, advogado do sindicato patronal, afirmou ontem que o TRT concedeu liminar que exige que os grevistas mantenham em operação 75% dos ônibus de cada linha de São Paulo a partir da meia-noite de hoje.

Segundo ele, a liminar também determina uma multa pelo descumprimento, mas não soube informar o valor e contra quem essa multa seria aplicada. O sindicato também entrou com uma ação no TRT para considerar a greve ilegal, o que poderia abrir a possibilidade das empresas demitir os grevistas por justa causa.

Paralisação

Pelo segundo dia seguido, motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo paralisaram as atividades e provocaram transtornos à cidade. Cinco das nove empresas que atendem a cidade ficaram fechadas ontem. Além disso, nove dos 28 terminais também pararam. O rodízio de veículos foi suspenso novamente.

Com a greve, cerca de 300 mil pessoas foram afetadas pela falta de coletivos. Houve registro de ônibus abordados por homens armados.

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