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Motoristas reclamam de novo trânsito na Lourenço Pinto

Agentes de trânsito na Lourenço Pinto: mudanças aumentaram segurança | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Agentes de trânsito na Lourenço Pinto: mudanças aumentaram segurança (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)
Veja como ficou o acesso à Rua Lourenço Pinto |

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Veja como ficou o acesso à Rua Lourenço Pinto

Cinco dias depois que a nova linha expressa Pinheirinho-Carlos Gomes passou a funcionar, sobram elogios para o novo ônibus – e sobram reclamações sobre as mudanças de tráfego que foram necessárias implementar na Rua Lourenço Pinto, no centro, para que a nova linha entrasse em operação.

É que, desde sábado, o acesso de carros na Lourenço Pinto (entre a André de Barros e a Pedro Ivo) e na própria Pedro Ivo ficou restrito a quem vai parar na região. Os motoristas, ainda, ficaram impedidos de acessar a Lourenço Pinto, entre a André de Barros e Pedro Ivo, virando à direita a partir da Avenida Visconde de Guarapuava. Pelas novas regras, é necessário seguir pela Visconde de Guarapuava até a Marechal Floriano Peixoto, pegar a André de Barros e só então virar à esquerda na Lourenço Pinto.

O trajeto aumentou apenas uma quadra, mas deixou os motoristas irritados, já que o trecho a ser percorrido na Marechal Floriano Peixoto, entre a Visconde de Guarapuava e André de Barros, apresenta lentidão na maior parte do dia. "Estou perdendo dez minutos a mais no meu trajeto", diz o comerciante Valdir de Souza, 45 anos.

A recepcionista do Colégio e Faculdade Expert, Aghata Padilha, 18 anos, tem escutado reclamações dos alunos e pais, que acessam a região de carro. "Eles reclamam da volta que têm de dar pela Marechal Floriano", diz. Para o médico responsável pela Clínica Paciornik, Cláudio Paciornik, a saída era que a pista da esquerda utilizada pelos ligeirinhos, na Lourenço Pinto, entre a Visconde de Guarapuava e André de Barros, pudesse ser compartilhada pelos carros que pretendem seguir em frente. "Claro que não dá para vir pela pista da direita e cruzar na frente dos ônibus, mas, quando fizeram reuniões conosco, nos disseram que uma das vias do ônibus teria esse trânsito compartilhado", diz.

Parte do comércio também foi prejudicado com as mudanças. Os clientes horistas dos quatro estacionamentos existentes na Pedro Ivo, entre a Lourenço Pinto e Barão do Rio Branco, desapareceram. No Control Park, por exemplo, a redução foi pela metade. "As pessoas estão com medo de entrar nessas ruas e serem multadas", afirma o manobrista Fábio Gonzalez, 33 anos.

Parte dos comerciantes, porém, se diz favorecida com o aumento do movimento de pedestres. Este é o caso da lotérica-café localizada no fim da Lourenço Pinto. "Nosso movimento aumentou 10%. A cada ônibus Pinheirinho-Carlos Gomes que para no tubo, dois passageiros entram aqui. Achamos que, quando o ligeirão Boqueirão começar a funcionar, o movimento vai melhorar ainda mais", diz o gerente do estabelecimento, Paulo Solarewicz, 26 anos.

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