Londrina O Ministério Público do Paraguai pediu ontem a prisão de sete brasileiros, alguns deles ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), pela tentativa de furto do banco ABN Amro, em Assunção, descoberta em 22 fevereiro. O banco seria assaltado da mesma maneira que o Banco Central de Fortaleza, através de um túnel de 150 metros escavado na capital paraguaia. O roubo, no entanto, não se consumou. A Justiça paraguaia deverá acatar o pedido e solicitar à Interpol a captura dos assaltantes.
Os sete brasileiros integravam uma quadrilha composta por cerca de 30 pessoas, segundo a promotora Teresa Sosa, encarregada do caso. A identificação deles foi feita com a ajuda da Polícia Federal brasileira e com base em informações prestadas por um dos membros da quadrilha, o paraguaio Arnaldo Guerrero.
O roubo ao ABN Amro Bank foi frustrado por causa do barulho da escavação, que estava a poucos metros da caixa-forte do banco. A polícia paraguaia foi avisada, mas os bandidos conseguiram escapar.
A escavação do túnel foi encomendada pelo comerciante paraguaio Rodney Cano poucos dias depois do assalto ao BC de Fortaleza, de onde os bandidos da facção criminosa roubaram R$ 165 milhões. Cano é comerciante de cigarros e se entregou à Justiça paraguaia no início da semana passada. Ele estava foragido no Brasil e é apontado como integrante de uma quadrilha de contrabandistas de cigarros que age no Paraguai e no Brasil. A esposa dele, Patrícia Almada, está presa por cumplicidade.



