Cascavel O Ministério Público Estadual e a Polícia Federal estão investigando um suposto esquema de tráfico internacional de crianças no Oeste do Paraná. Um casal foi detido em Santa Tereza do Oeste com mais de R$ 100 mil em reais, dólares e moedas do Chile, da Índia e do Paraguai. Com o casal, a polícia encontrou duas crianças: um menino de 10 anos e uma menina de 13 anos. Elas estão sob proteção da Vara de Infância e Juventude de Cascavel até que o caso seja esclarecido.
Ganot Robert Chateaubriand Sessler, 54 anos, e Marisa Fátima da Silva, 35 anos, foram detidos no último domingo depois de denúncias anônimas sobre a suposta participação do casal no tráfico internacional de crianças. De acordo com a polícia, Sessler tinha quatro carteiras de identidade, sendo uma delas norte-americana.
O casal viajava com as duas crianças em um carro com placa de São Paulo quando foi abordado por policiais militares. Eles disseram morar em Goiânia e que as crianças eram seus filhos. O menino e a menina, no entanto, pediram aos policiais para ficar no Conselho Tutelar e não acompanhar o casal, que segiu para a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Aos militares, as crianças disseram que seriam levadas para a Índia.
A promotora da Vara de Infância e Juventude de Cascavel, Simone Lúcia Lorens, disse que as crianças foram abrigadas numa instituição até que seja esclarecida toda a situação. Na última segunda-feira, a Vara de Infância abriu procedimento investigativo para apurar o caso em conjunto com a Polícia Federal. Simone ainda afirmou que, por enquanto, não é possível afirmar que se trata de tráfico internacional de crianças. Há um ano e meio atuando em Cascavel, a promotora registrou apenas um caso de trafico de criança, quando um menino de Cascavel estava sendo levado ilegalmente para a Alemanha no ano passado. "Naquela ocasião, conseguimos impedir que o crime se consumasse", recordou. De acordo com a promotoria, o casal detido não tem registro de adoção na Comarca de Cascavel.
Além do dinheiro, havia com o casal três celulares, peças de jóias de uso pessoal e um cartão de permanência norte-americano. O subcomandante do 6.º Batalhão da Polícia Militar de Cascavel, major Celso Borges, disse que o casal não soube informar a procedência do dinheiro.



