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Chuvas

Mulher grávida e anciã de 100 anos morrem soterradas

Fortes chuvas que caem na região metropolitana de Maceió desde quinta-feira já levaram quatro pessoas à morte; no Amazonas, rios seguirão subindo até junho

Bombeiros procuram o corpo de Charlene Conceição, grávida de 7 meses | Marcelo Albuquerque/Agência Estado
Bombeiros procuram o corpo de Charlene Conceição, grávida de 7 meses (Foto: Marcelo Albuquerque/Agência Estado)

Maceió, Fortaleza, Natal e Manaus - As fortes chuvas que atingem a região metropolitana de Maceió (AL) desde a noite de quinta-feira provocaram a morte de quatro pessoas, três na capital e uma no município vizinho de Coqueiro Seco. Entre as vítimas estão uma senhora de 100 anos, uma mulher grávida de sete meses e seu filho de 2 anos. Em Coqueiro Seco, morreu o estudante Erick de Souza Silva, 16 anos, vítima da queda de barreira.

O corpo da aposentada Antônia de Paula Oliveira, de 100 anos, foi retirado do barro que soterrou sua casa no final da tarde de ontem. A anciã estava dormindo quando foi atingida pelo deslizamento de uma barreira nos fundos da sua residência, no bairro do Mutange.

A sobrinha da vítima, Darcy Oliveira Santos, disse que, por volta das 7 horas de ontem, ouviu o barulho da enxurrada . "Não deu tempo de socorrer a minha tia. Ela estava dormindo", lamentou Darcy.

No início da manhã de ontem, a dona de casa Charlene Conceição, 23 anos (grávida de sete meses), e seu filho Elvis, de 2 anos, morreram soterrados com a queda de uma barreira na Grota do Cigano, no bairro do Jacintinho. A mãe chegou a correr com o filho nos braços até a porta, mas não conseguiu sair a tempo. Ela foi socorrida e levada ao Hospital Geral do Estado, onde os médicos tentaram salvar o bebê, mas ele já deu entrada em óbito.

A Defesa Civil ainda não tem um balanço dos desabrigados, mas já registrou cerca de 30 ocorrências. Por causa das chuvas, vários bairros ficaram sem energia elétrica. Os moradores de algumas áreas ficaram ilhados.

Outros estados nordestinos também sofrem com a chuva. No Ceará, já são 79.626 pessoas afetadas pelas enchentes em 48 das 184 cidades. Desse total, de acordo com a Defesa Civil, 11.383 pessoas encontram-se desalojadas e outras 5.498 desabrigadas. Quatro mortes foram registradas desde o início do ano. O governador Cid Gomes (PSB) irá a Brasília pedir ajuda ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A governadora do Rio Grande do Norte, onde 11 municípios registraram inundações, Wilma de Faria (PSB), também vai pedir ajuda federal. No Maranhão, os desabrigados aumentaram em 70% e o número de atingidos quase dobrou em cinco dias. São 41 mil desabrigados ou desalojados e 103 mil afetados.

Amazonas

No Amazonas, onde o governo do estado decretou situação de emergência em 62 municípios, a previsão é de que as águas dos rios continuem a subir até junho. O aviso foi dado ontem, em Manaus, pelo Serviço Geológico do Brasil. A cota do Rio Negro, base para medição do nível das águas, pode atingir neste ano a marca de 29,95 metros. Caso isso aconteça, o estado terá a maior cheia dos últimos 107 anos.

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