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São Paulo

Ninguém será punido por morte de calouro da USP

São Paulo – A morte do calouro Edison Tsung Chi Hsueh, em 1999, durante um trote na Universidade de São Paulo (USP), pode ficar impune. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu trancar a ação contra os quatro veteranos acusados de matar o calouro afogado na raia olímpica da universidade: Frederico Carlos Jaña Neto, Ari de Azevedo Marques Neto, Guilherme Novita Garcia e Luís Eduardo Passarelli Tirico.

Com a decisão, os quatro estão livres da ação penal a que respondiam. A maioria dos ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que faltava justa causa para embasar a denúncia. Para o STJ, não há como comprovar que a morte do calouro foi causada pelos quatro acusados.

De acordo com denúncia do Ministério Público, os quatro veteranos estavam recepcionando os calouros, entre os quais Hsueh. Os calouros foram amarrados pelos pulsos com barbantes e sujos com ovos, farinha e pintura no corpo.

Depois foram levados para a Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz, onde foram lavados com água e sabão. Depois, foram obrigados a entrar na piscina.

Hsueh teria avisado que não sabia nadar. Mesmo assim, teria sido atirado na água e acabou morrendo afogado.

Depoimentos

O ministro do STJ Paulo Gallotti, relator do habeas-corpus impetrado pelos acusados, afirmou que os depoimentos prestados na época do crime mostram que todos os calouros que participaram do trote disseram que não daria para relacionar os quatro veteranos com a morte na piscina, embora alguns tenham se considerado humilhados e desrespeitados.

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