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Crime organizado

Nova onda de terror mata 7 em São Paulo

São Paulo – O estado de São Paulo vive a segunda onda de ataques do crime organizado. A ação dos criminosos, que começou na noite de terça-feira e continuou durante o dia de ontem, somava 58 ataques até o fim da tarde. A violência chega a superar a de maio, por estar concentrada num único dia.

O último balanço da Secretaria de Segurança Pública divulgado no início da noite registrava cinco mortes: um policial militar, a irmã dele e três vigilantes de empresas privadas.

As mortes, porém, somam sete se forem incluídos outros dois casos: um policial baleado que morreu nesta tarde num hospital da zona norte e o filho de um policial assassinado em São Vicente.

Os casos estão sendo tratados como assaltos pela polícia, mas a possibilidade de ligação com os ataques será investigada.

A maioria dos alvos atingidos são civis – ônibus, bancos, supermercados, revendas de carro e lojas. Também foram alvejadas bases da Polícia Militar, delegacias, locais de vigilância privada, um prédio do Poder Judiciário, bases da Guarda Civil Metropolitana e imóveis públicos. Casas de policiais também foram atingidas.

Mortes

Os dois civis mortos são Rita de Cássia Lorenzi, de 39 anos, assassinada com um tiro na cabeça. Ela foi morta ao aparecer na janela quando seu irmão, o policial militar Odair José Lorenzoni, da Força Tática do 18.º Batalhão da PM, estava sendo executado.

Ele foi morto a tiros em frente à casa, na Vila Nova Cachoeirinha, nos primeiros minutos da madrugada. Rita, que era empregada doméstica, deixou dois filhos órfãos. Em São Vicente, o filho de um policial, de 19 anos, também foi baleado e morreu. Dois bandidos atiraram de uma moto.

As autoridades dizem que os ataques foram provocados, de novo, pelo temor de presos de serem transferidos. Desta vez, por causa do rumor de que vários irão para o presídio federal. Mas não é só isso.

Nos alvos, os criminosos deixaram bilhetes contra a "opressão nos presídios". Além disso, na noite de terça, foi preso um líder da facção criminosa, Emivaldo Silva Santos, conhecido como BH.

Onda de crimes

Nas duas últimas semanas, 15 pessoas – entre agentes penitenciários, policiais civis e militares e um segurança da Justiça Federal – foram assassinados em São Paulo. O ritmo foi de uma morte por dia. Esta é a segunda onda de ataques à segurança pública e penitenciária desde maio, quando 39 servidores públicos (entre PMs, policiais civis, guardas civis metropolitanos e agentes) foram mortos durante a semana que ficou conhecida como "semana do horror", entre os dias 12 e 20.

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