A partir de hoje, os estudantes terão novamente acesso à sede da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes). Além da inauguração do novo prédio, o evento abre as discussões do 49.º Congresso Estadual da entidade, em Curitiba. Após a solenidade, está prevista uma passeata até o Centro Cívico para discutir as políticas públicas para a educação do jovem.
O caso da sede da Upes é polêmico. Há quatro meses, o prédio que abriga a entidade há 64 anos (localizado na Rua Marechal Mallet, no bairro Juvevê), foi destruído por uma empreiteira que teria comprado o local, em 2000. Segundo o presidente da Upes, Rafael Cablonde, as instalações foram vendidas por outras diretorias em 1995, por R$ 7 mil, e em 2000, por R$ 40 mil. Desde agosto, cerca de 25 estudantes encontravam-se acampados no local em protesto contra a destruição. Cablonde admite a compra, porém alega que o negócio foi feito de forma irregular. Conforme avaliação técnica, o imóvel foi avaliado em R$ 400 mil. Com ajuda de uma campanha intitulada "O seu apoio é concreto", a diretoria conseguiu reerguer a sede construída em pré-moldado. A partir da próxima semana, está previsto o atendimento 24 horas ao estudante.



