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Aneurisma

Nova técnica é debatida em Curitiba

Depois de uma série de exames, o aposentado Taiziro Ohara, 66 anos, descobriu que tinha aneurisma cerebral, uma dilatação anormal da parede da artéria que pode se romper e levar à morte. Para a retirada do aneurisma o procedimento mais usado durante muito tempo foi a cirurgia. Não foi o que aconteceu com Taiziro e não é o que vem acontecendo há alguns anos no Brasil. Hoje, os médicos optam por um tratamento diferente, a intervenção neuroendovascular, realizada pela primeira vez no país em 1994, em Curitiba. A técnica consiste em inserir um material metálico no aneurisma para evitar que ele se rompa e cause derrames. A inovação foi um dos temas debatidos no 7.° Congresso da Sociedade Brasileira de Neurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica, que termina hoje na capital.

No congresso, os 350 participantes entraram em contato com o que há de mais moderno no tratamento do aneurisma cerebral. "Discutimos diagnósticos e tratamentos para evitar a intervenção cirúrgica. São doenças que eram tratadas com cirurgias. Hoje existem técnicas para evitá-las", afirma Guilberto Minguetti, presidente do Congresso.

Durante o evento, uma das experiências trazidas pelos profissionais estrangeiros foi a criação de unidades de atendimento a pessoas que acabaram de ter um acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame. O ideal é que o paciente seja atendido até três horas depois do acidente, para não correr o risco de sofrer paralisia e perda da memória ou da fala. "Isso salva vidas, altera o quadro clínico e a mortalidade diminui", alerta Minguetti. O AVC já é a terceira causa de morte no Brasil, após o câncer e doenças do coração, mas a criação destas unidades no país ainda está no início.

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