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Saúde

Novo remédio é testado em Curitiba

Vinte portadores de esquizofrenia de Curitiba vão ajudar a testar a eficácia de um novo medicamento para o tratamento da doença. Desde o início do ano, dez pacientes do Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro vêm participando dos testes do ACP-103 e outras dez pessoas serão selecionadas pelo centro de pesquisas do hospital. Ao todo, 400 pacientes de cinco centros brasileiros (Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e dois norte-americanos participarão da avaliação do remédio.

De acordo com o psiquiatra Hamilton Grabowski, investigador principal dos testes feitos na capital paranaense, o principal diferencial do ACP-103, em relação aos medicamentos contra esquizofrenia existentes no mercado, é a capacidade de redução de efeitos colaterais de inquietação motora.

"Vamos avaliar o ‘poder de fogo’ dele sozinho e de potencializar outros medicamentos. Além de não ter a inquietação motora como efeito colateral, ele é o primeiro a tratar a inquietação provocada por outros remédios que fazem parte do tratamento da doença", explica.

Seleção

Os interessados em participar do teste precisam ter idade acima de 18 anos. Os candidatos selecionados deverão passar os primeiros 15 dias de testes internados. "Como a fase inicial é de substituição de medicamentos, é preciso um acompanhamento maior dos pacientes", diz Grabowski. O centro de pesquisas de Curitiba é responsável por selecionar os pacientes para o teste e fazer o acompanhamento do novo tratamento por meio de uma bateria de exames. Os resultados são repassados aos Estados Unidos, onde é feita a análise. "Até o momento a resposta tem sido satisfatória", afirma.

Estima-se que de 1% a 2% da população mundial sofra de esquizofrenia, informa o psiquiatra. A doença surge geralmente na adolescência e os sinais mais freqüentes são de isolamento e comportamentos chamados pelos médicos de bizarros. "São jovens que começam a sofrer uma queda no convívio social e exteriorizar pensamentos estranhos, sentir-se perseguidos e com alucinações. A melhor indicação nestes casos é que se procure um psiquiatra, porque muitos médicos têm dificuldade de fazer o diagnóstico da doença", alerta Grabowski.

Serviço: Interessados em participar da pesquisa podem se inscrever pelo telefone (41) 3252-5183, das 14 às 18 horas.

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