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ESPERANÇA

Obras da Transbrasiliana recomeçam em maio

Ponta Grossa – Após oito anos, produtores rurais, políticos e moradores da Região dos Campos Gerais voltam a ter esperança de ver concluído o asfalto da BR-153, conhecida como rodovia Transbrasiliana. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, anunciou nesta semana, após uma reunião em Brasília com lideranças da região, que os 82 quilômetros de estrada entre Ventania e Alto do Amparo, distrito de Tibagi, serão asfaltados.

A novela sobre a pavimentação do trecho se arrasta desde 1998, quando as obras foram iniciadas e apenas 10 quilômetros da rodovia foram asfaltados. Em setembro do ano passado, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em visita a Ponta Grossa, prometeu liberar R$ 20 milhões do orçamento federal para a retomada das obras.

Após a aprovação do orçamento desse ano, na semana passada, a esperança dos moradores dos Campos Gerais aumentou. Ao todo, R$ 25,5 milhões foram liberados. As obras deverão recomeçar no fim de maio. Responsável pela pavimentação em 1998, a construtora CR Almeida reassumirá os trabalhos.

O prefeito de Tibagi, Sinval Silva, que participou da reunião, prevê um incremento na economia da região. "Tibagi será a cidade mais beneficiada. Como um dos maiores produtores de grãos do estado, poderemos ter a vinda de agroindústrias que trarão o desenvolvimento para cá", disse.

A pavimentação da Transbrasiliana é uma reivindicação antiga na região. Desde 1967, quando a estrada foi aberta, diversas licitações foram realizadas para a conclusão das obras. Mas a rodovia foi, ao longo dos anos, se tornando intransitável, impedindo o escoamento da safra e o desenvolvimento das cidades por onde ela passa.

Em Ventania, a rodovia se tornou uma estrada rural. Bois e cavalos dividem espaço com os raros carros que passam pelo trecho. Sem movimento, o local se transformou na Vila Monte Cristo, onde 60 casas e barracos invadiram a estrada. O trecho entre Ventania e Imbituva é o mais crítico dos 3,5 mil quilômetros da Transbrasiliana, que liga o Pará ao Rio Grande do Sul. A pavimentação da rodovia também será importante para a ligar o Sudeste aos países do Mercosul, reduzindo de 2,4 mil para 1,8 mil quilômetros uma viagem de São Paulo até Buenos Aires, na Argentina, por exemplo.

Mesmo com a retomada das obras, o trecho da BR-153 entre o distrito de Alto do Amparo e Imbituva continuará sem asfalto. De acordo com o prefeito de Tibagi, o dinheiro liberado será suficiente só até o final do ano. "A obra estará concluída só daqui dois anos. Então teremos que continuar batalhando para conseguir mais recursos", disse.

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