Na tarde de quinta-feira passada, quando a família de Daniele Basso chegava à Ilha do Mel, teve uma surpresa: uma onça morta foi encontrada na beira da praia da ilha, entre Brasília e Fortaleza. "Eu e meu filho morremos de dó do animal. A onça era branca e grande, tinha o tamanho de um homem", afirma a fisioterapeuta Daniele.
O marido de Daniele, Luiz Fernando Krassuski, conta que a onça já estava cheirando mal e acredita que poucas pessoas tenham visto o felino. "Com certeza era uma onça. Tenho casa lá há cerca de 20 anos e nunca tinha visto algo parecido. Eu acho que ela não deve ser originária da ilha. No dia seguinte só vimos a carcaça dela", diz Luiz Fernando.
O coordenador do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) na Ilha do Mel, Paulo Nogueira, afirma que na ilha não existem onças e que os turistas podem ficar tranquilos. "Esse animal deve ter sido trazido pelo mar a partir do Superagui ou da Ilha das Peças. Naqueles locais já ouvimos falar da presença de onças, mas não temos como dizer de onde ela veio com certeza", afirma o coordenador.
A chefe-substituta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do Parque Nacional do Superagui, Guadalupe Vivekananda, confirma que no Parque Nacional de Superagui e na Ilha das Peças há onças. "Em Superagui já foram encontradas pegadas. Na parte continental do parque com certeza há duas espécies: a onça pintada e a parda. Já na Ilha das Peças vimos onça atravessando o canal em direção à Ilha do Mel", afirma.
O coordenador do IAP explica que esta não é a primeira vez que são encontrados animais nesta situação. "Foram encontrados aqui na ilha cavalo e vaca, que foram trazidos pelo mar acredito que por causa das chuvas em Santa Catarina. Não é rotina, mas de vez em quando aparece algum animal morto."



