Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Campo Mourão

Padrasto de criança encontrada morta se apresenta e confessa crime

Familiares se despedem da menina encontrada morta em uma plantação | Dirceu Portugal/Gazeta do Povo
Familiares se despedem da menina encontrada morta em uma plantação (Foto: Dirceu Portugal/Gazeta do Povo)

O segurança Alex Sandro da Silva, de 30 anos, principal suspeito de estuprar, estrangular e ocultar em uma plantação de trigo o corpo de Stephaine Bianca Ferreira, de 10 anos, se apresentou no final da manhã desta segunda-feira (10), na delegacia de Peabiru, Centro-Oeste do Paraná, e confessou o crime. Ele foi transferido para a delegacia de Campo Mourão.

O corpo de Stephaine foi encontrado, por volta das 10 horas do domingo (9), em uma plantação de trigo, próximo a Estrada Boiadeira, em Campo Mourão. Um agricultor que caminhava pelo local percebeu a plantação de trigo amassada por pneus de carro e, ao entrar na lavoura, encontrou a criança morta. O corpo estava seminu vestindo apenas uma blusa.

Segundo a PM, o segurança contou em depoimento que na última sexta-feira (7) teria chegado do trabalho e ingerido um litro de whisky e duas latas de cervejas momentos antes do abuso. Um irmão da vítima, de apenas cinco anos, teria escutado os pedidos de socorro da irmã. "O padrasto cometeu violência sexual no interior da residência, estrangulou e ocultou o corpo da criança no porta-malas do carro, até abandonar na plantação de trigo", contou a policial militar, Rhulyane Kirsten. Segundo ela, na sexta-feira quando a menina desapareceu, o padrasto auxiliou nas buscas e cedeu sangue para análise laboratorial. "Ele pensou que jamais seria descoberto, mas no interior do veículo foram encontradas manchas de sangue nos bancos".

Conforme o primo da criança, Valdemir Grella, quando a menina desapareceu a família foi obrigada a pedir ajuda nas buscas a um policial militar que estava de folga. "A polícia civil alegou que teria de esperar 24 horas para iniciar as buscas, e só procurou a família depois que a criança já estava sepultada. Toda a investigação, as buscas e a identificação do autor foram feitas pela PM. A Polícia Civil apenas o transferiu de delegacia".

O padrasto morava com a mãe da criança há pelo menos três anos. "Stephaine era meiga e muito educada", comentou Valdemir. A Polícia Civil informou que deverá se pronunciar sobre o caso em uma entrevista coletiva apenas na manhã desta terça-feira (11).

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.