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Londrina

Pai encontra larvas em papinha industrializada

Ele chegou a dar uma colherada do alimento para o filho, que teria passado mal depois. Empresa responsável deverá fazer análise de amostra do produto

Papinha estava cheia de larvas e fungos | Lucas Fabrício Salamon / Divulgação
Papinha estava cheia de larvas e fungos (Foto: Lucas Fabrício Salamon / Divulgação)

Uma papinha industrializada para crianças assustou a família do executivo Lucas Fabrício Salamon, 27 anos. Ele comprou o produto da marca Nestlé para dar ao filho Pietro, de 10 meses. Quando abriu, notou que estava repleto de larvas e fungos. "Ela [a papinha] aparentemente estava normal, mas, quando fui experimentar para ver se estava quente, senti um gosto estranho. Mexi a papinha e comecei a encontrar um monte de larvas. Depois, minha esposa abriu e viu uma crosta de fungos", contou. O menino chegou a comer uma colherada da papinha.

Salamon entrou em contato com a Nestlé, que garantiu que forneceria um novo produto. Como o filho passou mal, com vômito e diarreia, ele ligou novamente para a empresa. Contudo, no caso de problemas de saúde supostamente causados pela ingestão da papinha, a empresa informou que não poderia oferecer assistência, já que não havia provas de que os sintomas foram originados pelo alimento estragado.

Para o coordenador do Procon de Londrina, Roberto de Paula, a primeira medida que Salamon deveria ter tomado era entrar em contato com a Vigilância Sanitária, para que fosse feito um laudo do produto. "Eles têm a competência para elaborar um laudo, mesmo que visual. Isso é uma forma também de ele se munir de documentação", explicou.

Segundo de Paula, após a realização do laudo ou até mesmo de uma fotografia do produto, o consumidor pode ir até o Procon e abrir uma reclamação. Ele informou que é obrigação da empresa, além de disponibilizar outro produto, arcar com as despesas hospitalares, no caso de a ingestão do alimento causar problemas de saúde. Além disso, a empresa pode ser obrigada a pagar indenização ao consumidor.

Em nota enviada ao JL, a Nestlé informou que agendou com o consumidor a retirada do produto para esta quarta-feira (26) e somente após a avaliação da amostra seria possível prestar informações. A empresa ainda ressaltou que a segurança e qualidade dos produtos são prioridades e que os processos de produção seguem rigorosos padrões que impediriam o que ocorreu com o produto em questão.

Recentemente o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou a Nestlé a pagar R$ 5 mil a uma consumidora que ingeriu bombons com larvas e besouros.

Infecção

Segundo a pediatra Luiza Morya, no caso de ingestão de alimento estragado, há vários agentes infectantes, mas o mais comum é a infecção por bactérias. Os principais sintomas causados são vômitos, diarreia, dores abdominais e desidratação, que pode ter maior ou menor intensidade dependendo da quantidade ingerida do produto ou da capacidade de defesa do organismo.

A médica ressalta, porém, que a contaminação de alimentos é mais comum quando o produto foi feito em casa e não foi conservado adequadamente, ficando assim, sujeito à ação de fungos e bactérias que existem no ar.

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