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PROSTITUIÇÃO

Panfletagem oferta sexo em Curitiba

Anúncios de garotas de programa levam clientes a edifícios tradicionais no Centro da capital

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A prostituição alcançou os prédios centrais de Curitiba, como os tradicionais edifícios Tijucas (na Boca Maldita) e Banrisul (esquina das Marechais Deodoro e Floriano) e um desconhecido na Alameda Augusto Stellfeld. Isto é o que denunciam os folhetos de oferta de sexo, cuja distribuição continuava a todo vapor ontem na Rua XV de Novembro e adjacências, mesmo com as apreensões feitas por fiscais da prefeitura de Curitiba nos últimos dois dias.

A entrega dos anúncios de sexo é ilegal por dois motivos. A lei municipal 8.471/94 proíbe a distribuição de panfletos nas ruas, prevendo multa. Além disso, explorar a prostituição é crime, com pena de dois a cinco anos de detenção, pois atenta contra a moral e os bons costumes. A denúncia sobre a propaganda ilegal partiu do Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Estado do Paraná (Sepex/PR).

A surpresa são os pontos centrais que as garotas de programa usam para atender os clientes atraídos pelos panfletos. Os boatos sobre os pontos de prostituição no entorno da Boca Maldita são antigos, mas a oferta nunca havia sido tão explícita. Só lá, as jovens estão em conjuntos comerciais em pelo menos quatro andares do edifício Tijucas.

A reportagem da Gazeta do Povo constatou que a prostituição está presente no segundo, quarto, sexto e 11.º andares do edifício. No quarto andar até cartões de crédito são aceitos. Isso consta nas propagandas, sendo confirmado nas ligações feitas para as profissionais. A panfletagem é feita por por homens, mulheres e adolescentes no calçadão da Avenida Luiz Xavier e Rua XV, pela Rua Marechal Deodoro e na esquina com a Marechal Floriano Peixoto. Ao percorrer esse trecho, em uma hora, foram recolhidos 11 folhetos eróticos. Já os fiscais da Secretaria Municipal de Urbanismo fizeram cerca de quarenta apreensões na região em dois dias de trabalho (ontem e anteontem). O material recolhido não fica restrito à publicidade de garotas de programa, também são propagandas de empréstimos, cursos e concursos.

Entretanto, a atuação dos fiscais não intimidou o marketing sexual. Ontem, garotas circulavam com desenvoltura na Rua XV, entregando propagandas para adolescentes, homens de meia-idade e idosos. Elas alegam que foram contratadas por um rapaz para o trabalho. "A gente ganha R$ 2,50 por hora para entregar os panfletos", explica uma adolescente. Ela passou a tarde de anteontem na XV, próximo à Galeria Minerva, passando o contato das garotas que atendem no Tijucas.

Condôminos

A oferta de sexo levanta polêmica nas ruas e nos edifícios. Embora as garotas sejam discretas e trabalhem a portas fechadas, a confusão de alguns clientes pode gerar uma saia justa para funcionárias de escritórios nos prédios. "Há cerca de três meses, um senhor entrou no nosso conjunto, aproximou-se e cochichou no meu ouvido. Ele perguntou se eu fazia aquilo", lembra uma moça que trabalha num escritório.

Mas há quem não se incomode com as garotas. "Elas são discretas, andam bem vestidas, não incomodam, não fazem barulho. Estão no meu andar há dois anos. É o ponto delas. Elas atendem e depois vão embora", conta um condômino do Tijucas. Um dos outros locais centrais divulgados nos folhetos é o Edifício Banrisul, onde as moças atendem no 12.º andar. Lá, o negócio é discreto e sigiloso. Ao saber da notícia, o síndico promete tomar providências (leia matéria acima). Já no prédio da Alameda Augusto Stellfeld, próximo a trincheira da Rua Doutor Muricy, o anúncio leva a uma sauna segundo informam vizinhos.

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