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violência

Para primo de médica paulista morta na Bahia, ela não reagiria a assalto

Médica foi encontrada morta na quinta-feira (6). Enterro será realizado em São Sebastião da Grama, interior de SP

A família da médica paulista Rita de Cássia Tavarel Giacon, de 39 anos, encontrada morta na Bahia, na quinta-feira (6) aguardava, por volta das 12h30 deste sábado (8) a chegada do corpo na cidade de São Sebastião da Grama, a 250 quilômetros de São Paulo, onde será realizado o enterro, marcado para as 17h.

Um primo da médica Marcelo Giacon Furlan, de 31 anos, disse, em entrevista por telefone ao G1 neste sábado, que ela era uma pessoa calma e acredita que ela não reagiria a uma possível abordagem de criminosos. "Ela sempre foi sossegada, meiga. Era a mais quieta [da família]", disse o primo.

O corpo de Rita foi encontrado na região de São Sebastião do Passé, na Bahia. A polícia investiga o caso e suspeita que ela e sua filha foram sequestradas depois de saírem de um shopping onde faziam compras para o Dia dos Pais na quinta-feira.

O enterro será realizado na cidade onde os pais da médica viviam antes de se mudar para a capital paulista. Rita, segundo o primo, costumava passar as férias nessa cidade. "A última vez que nós nos encontramos foi no Ano Novo [de 2009]", contou o primo.

Segundo ele, a família tem poucas informações sobre o crime. "Sabemos o que está na mídia", disse Furlan. Ele contou ainda que uma prima de Rita, também médica, foi reconhecer o corpo da vítima na Bahia e ficou chocada com o estado em que ele estava.

Rita de Cássia morava em Salvador com o marido, que conheceu na faculdade de medicina em Botucatu, a 238 quilômetros da capital, mas, segundo o primo, tinha vontade de voltar a morar em São Paulo. "Ela gostava de lá, mas queria voltar porque sentia falta da família", disse Furlan.

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