A organização da Parada informou neste domingo que não tem ainda uma estimativa do número de participantes. O número será divulgado apenas na quarta-feira (18). A organização vai utilizar imagens aéreas da Avenida Paulista e das ruas próximas para fazer a contagem de público. A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar não fizeram estimativas.
Pequenos tumultos e a realização de furtos em série fizeram vítimas entre os turistas que acompanharam o desfile, marcado pela defesa dos direitos das minorias sexuais e pela irreverência nas fantasias e personagens. Em ano não eleitoral, as participações na avenida se restringiram à ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e ao atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM). Heterossexuais, Rute Mariano, de 41 anos, e Marcela Azevedo, de 24 anos, lamentaram terem visto muitos homens bonitos e gays nos trios elétricos enquanto ambas estão sem namorado.
Vinda de São José do Rio Preto, a 438 quilômetros de São Paulo, apenas para participar da Parada do Orgulho LGBT a drag queen Nany Brachio, de 22 anos, posou como anjo em frente à igreja da Consolação. Era o fim de um dia de muitos personagens.
Parada
A Parada Gay começou por volta do meio-dia com heróis inspirados em desenhos animados e novelas. Na frente do trio principal, um gay motorizado largou com sua moto rosa, veículo inspirado no personagem de desenho animado Penélope Charmosa. "Tudo que faria com carro, faço com a moto", disse Dino Perez, 50 anos.
À frente do trio principal também havia outra fantasia de cartoon. A drag queen Duda Bales estava de Mulher-Maravilha abrindo alas para a parada. "Vim assim para representar a liberdade de expressão e a cidadania", declarou.
A novela "Caminho das Índias" inspirou também fantasias. Marcos Oliveira, 36 anos, veio fantasiado de indiano com o namorado, José Roberto, 58 anos, que estava de rei celta. A temática indiana foi usada, segundo Oliveira, apenas para exigir respeito à diversidade. "Nós queremos os mesmos direitos que todo cidadão", afirmou.



