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Infância

Parceria seria solução para falta de creche

Prefeitura estuda fazer acordo com iniciativa privada para dar vagas a mais 9,2 mil crianças

Gisele, ao fundo: sem opção, mãe tem de levar filha para o trabalho | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Gisele, ao fundo: sem opção, mãe tem de levar filha para o trabalho (Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo)

A prefeitura de Curitiba promete estudar, nos próximos 30 dias, se a iniciativa privada pode ajudar a zerar antes de 2011 o déficit atual de vagas em creches na capital. Segundo cálculos oficiais, faltam 9,2 mil vagas para suprir as necessidades das famílias que moram na cidade. A ideia de fazer parceria com a iniciativa privada foi divulgada ontem, após uma reunião que aconteceu no Ministério Público (MP).

No encontro de ontem, a secretária municipal da Educação, Eleonora Fruet, informou aos agentes do MP que já tomou as medidas necessárias para construir 20 Centros de Municipais de Educação Infantil (CMEIs), reformar 20 e ampliar outras dez unidades nos próximos 3 anos.

Um projeto sobre o tema foi enviado à Câmara Municipal de Curitiba. Ele prevê a captação de R$ 10 milhões do Fundo Municipal de Urbanismo para a eduação no orçamento de 2010. Com essa verba, devem ser feitas seis unidades e abertas mil vagas.

O plano tem investimento total de R$ 24.939.000 para a educação infantil. O objetivo é abrir 9.283 vagas até 2011, das quais 2.285 neste ano, 3.585 no ano que vem e mais 3.585 em 2011.

Segundo a secretária da Educação, as novas creches serão construídas em terrenos públicos ou particulares que poderão ser desapropriados para esse fim. "Os locais podem ser indicados pela população em audiências públicas", disse. No momento, os bairros com mais necessidade de novas creches são Bairro Novo, Pinheirinho e Cidade Industrial (CIC).

A Câmara Municipal votou na semana passada um decreto que permite a utilização na educação da verba obtida com a venda de potencial construtivo. Já a parceria com a iniciativa privada pode abrir em torno de mil vagas pagas pela prefeitura para atender uma pequena parte da demanda. "Mas é temporário, até as vagas públicas ficaram prontas", diz Eleonora.

Segundo a promotora de Justiça Hirmínia Dorigan de Matos Diniz, que é coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias Operacionais de Educação, a população precisa agora cobrar da Câmara Municipal a aprovação do projeto para criar as 9.283 vagas em creches. "É importante a população ficar de olho no Legislativo", disse.

Sem vaga

A falta de vagas nas creches complica a vida de muitas famílias. A cabeleireira Gisele – que prefere não informar o sobrenome - procura vaga para sua filha de 3 anos desde que ela nasceu. Está na fila de três Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei) e não consegue vaga. Como não tem onde deixar a criança, leva para o salão em que trabalha todos os dias. "Eu não consigo dar conta porque nem sempre posso parar meu trabalho. É bem complicado", conta a mãe.

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