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Assistência

Pastoral da Criança faz 25 anos

ONG tem melhores resultados do que o poder público. Onde atua, a mortalidade infantil é 11 por mil. No restante do país, são 21,2 mortes por mil crianças

“O trabalho voluntário das líderes comunitárias, que são pessoas simples, é fundamental. É a presença de uma pessoa amiga espalhando solidariedade às famílias da própria comunidade que faz a diferença.” Zilda Arns, médica sanitarista, fundadora da Pastoral da Criança | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
“O trabalho voluntário das líderes comunitárias, que são pessoas simples, é fundamental. É a presença de uma pessoa amiga espalhando solidariedade às famílias da própria comunidade que faz a diferença.” Zilda Arns, médica sanitarista, fundadora da Pastoral da Criança (Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

A Pastoral da Criança – organização não-governamental que se dedica ao bem-estar infantil – comemora hoje 25 anos com uma marca que o poder público não consegue alcançar. O de ter um índice 47,2% menor de mortalidade infantil nas áreas onde atua do que em relação ao restante do país. Enquanto a mortalidade das crianças atendidas pelos voluntários da Pastoral fica em 11 mortes por mil crianças, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou em 2006 a média de 21,2 mortes por mil no restante do Brasil.

Do primeiro núcleo, na cidade de Florestópolis, na região de Londrina, há 25 anos, a ação da Pastoral se estendeu por todo o Brasil e mais 17 países subdesenvolvidos. Só no Brasil, 1,8 milhão de crianças e 94 mil gestantes são acompanhadas pelos voluntários da Pastoral da Criança, que combatem a desnutrição levando informações à comunidade, que vão desde o valor nutricional dos alimentos até a importância do aleitamento materno.

Segundo a fundadora da ONG, a médica sanitarista Zilda Arns, sem a dedicação dos voluntários (que hoje chegam a 261.962 pessoas, 141.869 líderes comunitários – sendo 92% mulheres) a instituição não chegaria a essas marcas. "O trabalho voluntário das líderes comunitárias, que são pessoas simples, é fundamental. É a presença de uma pessoa amiga espalhando solidariedade às famílias da própria comunidade que faz a diferença", ressalta Zilda.

Multimistura

O principal argumento na conscientização das comunidades carentes na importância do alimento produtivo está no fato de que medidas simples podem fazer diferença. Como na produção da multimistura – um farelo rico em nutrientes produzido a partir e alimentos regionais, de fácil acesso à população carente. "Com essa medida simples, conseguimos salvar 5 mil crianças por ano", enfatiza Zilda Arns.

Como resultado, hoje apenas 3,1% das crianças atendidas pela Pastoral sofrem de desnutrição. Quando a ONG começou suas atividades, há 25 anos, o índice era de 50%.

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