
Salvador - Depois de faltar a duas audiências convocadas pela Justiça, a perita baiana Delma Gama e Narici prestou depoimento ontem na 1ª Vara do Júri do Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, sobre o caso Isabella Nardoni. Ela foi superficial nas declarações prestadas ao juiz Cássio Miranda e queixou-se de mal-estar o tempo todo.
Durante o depoimento, a perita respondeu praticamente a uma única pergunta. Disse apenas que o processo empregado por ela na identificação da mancha encontrada no piso do apartamento do pai de Isabella, Alexandre Nardoni, é mais rudimentar do que o usado pelos peritos de São Paulo.
Última testemunha a ser ouvida no inquérito que apura a morte da menina, Delma, que integra a equipe do legista George Sanguinetti, contratada pelo avô de Isabella, Antonio Nardoni, contestou o laudo feito pelos peritos paulistas, que acusam o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá respectivamente pai e madrasta de Isabella como autores do crime. Isabella morreu em março deste ano após ser jogada da janela do apartamento do pai.
Inicialmente, o depoimento estava marcado para a manhã. Delma seguiu escoltada por dois carros da Polícia Civil até o Fórum. Ela estava acompanhada do advogado Rogério Néri. Momentos antes de começar a falar ao juiz, a perita desmaiou, chegando a cair de uma cadeira de rodas. Ela alega estar convalescendo de três cirurgias estéticas e aparentava estar sob efeito de sedativos. Mais tarde, sob pressão do juiz, ela finalmente depôs.
Presente à audiência, o promotor Francisco Cembranelli demonstrou inquietação diante das persistentes evasivas da perita. "A Justiça levou mais tempo para colher o depoimento da Delma do que com todos as outras testemunhas", comentou Cembranelli, que acompanhou o interrogatório com a advogada Cristina Cristho, que representa a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira.



