Os dados do Ministério da Saúde mostram que, apesar da tendência de queda do tabagismo, apenas um terço da população não tem contato com cigarro. O número de fumantes passivos no ambiente de trabalho é de 11,5%, mesmo valor observado nos domicílios.
Os números mostram que as legislações antitabagismo não estão tendo o efeito desejado nas empresas. Hoje há uma lei federal proibindo o uso de cigarro em lugares fechados e leis semelhantes em 18 estados. Apesar do reforço legal, o texto do governo federal, de 1996, é considerado falho por não prever sanções a quem descumprir a medida. Por isso, a "moda" de combate ao cigarro surtiu efeito apenas em maio de 2009, quando São Paulo sancionou a primeira lei com punições do país. Em novembro do mesmo ano o Paraná aprovou medida semelhante.
Nas empresas o contato com o cigarro ocorre mais durante intervalos, cafezinho e em "fumódromos", ainda liberados em alguns estados do país em função da lei federal de 1996. No Paraná esses espaços estão proibidos.
O pneumologista Marcelo Kuzmicz, coordenador assistente do Programa de Combate ao Tabagismo do Hospital Evangélico, diz que ser fumante passivo é tão prejudicial quanto fumar. Ele afirma que quem convive com o tabagismo pode desenvolver renite alérgica, asma ou outras infecções respiratórias.
Kuzmicz argumenta que além de proibir o cigarro em ambiente fechado, as empresas podem criar programas de incentivo. "Para o empregador é algo positivo, já que a saúde do trabalhador melhora e diminuem as faltas em função de problemas de saúde."



