Brasília Os homens brasileiros se cuidam menos, segundo estudo do Ministério da Saúde. Em média eles vivem 77,5 anos, enquanto que as mulheres, que têm o hábito de se cuidar, vivem sete anos a mais.
Isso acontece porque os homens demoram mais para fazer exames preventivos e são menos freqüentes nos consultórios médicos do que as mulheres. E são as principais vítimas de doenças crônicas e de problemas de saúde que podem levar à morte.
Uma pesquisa do IBGE comprova: enquanto 71,2% das mulheres consultaram médicos no ano anterior à pesquisa, entre os homens, o índice caiu para 54,1%. É um sintoma do comportamento masculino.
Segundo um estudo da Fiocruz, os motivos de tanto descaso independem da renda e da escolaridade.
"Enquanto as meninas desde cedo são estimuladas a cuidar de si, os homens não têm essa cultura. De modo geral os serviços de saúde estão mais voltados para mulher, criança e idoso do que para os homens", diz Romeu Gomes, pesquisador da Fiocruz.
Clínico
O problema é confirmado pelos médicos nos consultórios. Os proctologistas, por exemplo, ainda enfrentam a resistência dos pacientes.
"É preconceito, puro e simplesmente. A mulher desde que menstrua é orientada a procurar ginecologista e o homem não tem nenhuma orientação", afirma o médico Alexandre Penna.
De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o machão típico também sofre.
"Por trás dessa cultura tipicamente masculina, de homem não chora, agüenta tudo, tem muito sofrimento e muita doença", diz ele.



