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Poluição

Pesquisa revela má qualidade do ar em Belo Horizonte

OMS aceita 10 mg/m³ de poluição; capital mineira registra o dobro. Pesquisador diz que expectativa de vida da população pode ser reduzida

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que a concentração de poluentes no ar de Belo Horizonte está muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A organização considera aceitável um nível de 10 mg/m³ de partículas ultrafinas de poluição. A capital mineira registra o dobro do recomendado. "Nos últimos meses, temos obtido uma qualidade do ar de boa para regular. Estamos com valores regulares em épocas de seca e boa no restante do tempo", diz Eliseth Gomides Dutra, da Fundação Estadual do Meio Ambiente.

A OMS alerta, no entanto, que as estações convencionais medem a quantidade de partículas pequenas que poluem o ar, mas são as partículas ainda menores, chamadas de ultrafinas, que mais preocupam a organização.

"Essas partículas ultrafinas podem atingir as partes mais profundas dos pulmões", afirma Geraldo Brasileiro Filho, pesquisador da UFMG. Segundo o especialista, problemas como bronquite crônica, enfisema pulmonar e até complicações cardíacas podem ser causados pela poluição.

Brasileiro Filho afirma que dados preliminares de Belo Horizonte apontam que se o nível atual de poluição for mantido, a expectativa de vida da população pode ser reduzida, em média, de um ano e um ano e meio.

De acordo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente, a qualidade do ar em Belo Horizonte só vai melhorar com um controle rigoroso da frota a diesel.

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