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Tragédia

Petrópolis registra 20 mortes; 3 crianças estão entre as vítimas

De acordo com o secretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, ainda há entre dez e 15 pessoas desaparecidas nessa região

O número de mortos na cidade de Petrópolis, na serra fluminense, subiu para 20 na tarde desta terça-feira (19). Foram encontrados os corpos de três crianças no bairro Quitandinha. Estima-se que 10 a 15 pessoas ainda estejam soterradas.

A prefeitura não descarta decretar estado de emergência no município, atingido por fortes chuvas nos últimos dias. O prefeito Rubens Bomtempo disse que a situação será analisada durante uma reunião ainda hoje com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra.

"Essa é uma decisão que é tomada por mim, quem faz o decreto sou eu, de comum acordo com as defesas civil estadual e nacional", disse. Bomtempo. "A situação é de emergência, é grave, mas está sob controle, temos que ter responsabilidade para tomar decisões, com base nos dados", completou. A reunião com o ministro está prevista para o ínicio da tarde, na sede da prefeitura. O coronel Sérgio Simões, secretário Estadual de Defesa Civil do Rio, também participará.

Com cerca de 500 pessoas que tiveram de deixar suas casas e estão em 18 abrigos da prefeitura, as buscas por desaparecidos continuam no bairro Quitandinha, o mais atingido.

O dia é de limpeza e as aulas continuam suspensas até amanhã (20). Há pontos de quedas de barreira e muita lama por toda a cidade. No centro histórico, comerciantes abriram as portas e começaram a contabilizar o prejuízo com a perda de mercadorias. Em algumas lojas, o nível da água chegou a 1,5 metro.

Tragédia

Os deslizamentos e alagamentos começaram por volta das 23h de domingo. Segundo a Prefeitura de Petrópolis, ainda existem 5.000 pessoas em áreas de risco e 560 moradores estão desalojados ou desabrigados.

No total, 250 homens dos bombeiros e da Defesa Civil trabalham na busca às vítimas do temporal. A previsão do tempo é de chuva fraca a moderada intermitente em todo o Estado nesta terça-feira.Entre os mortos estão dois agentes da Defesa Civil. Fernandes de Lima, 44, e Paulo Roberto Filgueiras orientavam moradores a abandonar a área, quando uma nova avalanche arrastou um muro, que caiu sobre os dois. Eles morreram na hora. Um terceiro agente sofreu traumatismo craniano e está internado.

Em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense, mais de 300 pessoas abandonaram as casas, alagadas após o transbordamento dos rios Capivari e Saracuruna. A cidade deve receber R$ 12 milhões do Ministério da Integração Nacional para a execução de obras de reconstrução e recuperação de danos causados pelas chuvas.

A Defesa Civil colocou Angra dos Reis em estado de alerta. A cidade também sofreu com deslizamentos, alagamentos, quedas de árvores, além de estragos em pontes. Ninguém ficou ferido e pelo menos 36 pessoas estão desalojadas, segundo a prefeitura. Rio-Santos volta a ser interditada por queda de barreira

O tráfego na Rodovia Rio-Santos voltou a ser interditado, nos dois sentidos, no km 158, na cidade de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, após a queda de uma barreira, por volta das 3 horas desta terça-feira. O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) informou que o trânsito na Rio-Santos ainda não tem previsão de restabelecimento.

A via havia sido liberada na tarde de segunda-feira, depois de um bloqueio que iniciou na tarde do domingo devido à queda de 12 barreiras e nove pontes principalmente no trecho entre Boiçucanga e Maresias - consequência da forte chuva que caiu durante todo o fim de semana no litoral paulista.

Na segunda, o diretor regional do DER, Orlando Morgado Junior, havia explicado que a demora para a liberação da pista se devia à iminência de novos desabamentos.

Outra rodovia que chegou a ser interditada devido às chuvas do fim de semana, a Mogi-Bertioga, está com trânsito normalizado desde a noite desta segunda-feira.

São Sebastião está em estado de calamidade pública desde a noite do domingo. O número de desabrigados já passa de mil. As famílias estão divididas entre casas de amigos e parentes, uma escola em Maresias e um ginásio em Boiçucanga, como locais de alojamento temporário. Ontem, o governo do Estado liberou R$ 1,5 milhão para obras.

O governador Geraldo Alckmin disse que a Prefeitura de São Sebastião ofereceu à Companhia de Desenvolvimento e de Habitação e Urbano (CDHU) um terreno para a construção de 300 moradias para famílias que vivem em áreas de riscos.

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