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Operação Metástase

PF prende no PR empresário por fraudes em licitações na Funasa

Golpe teria causado prejuízo de R$ 34 milhões aos cofres públicos

Curitiba – O empresário Hissam Hussein Dehaini, dono de um hotel, de uma empresa de táxi aéreo e de outros negócios em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, foi detido ontem por suspeita de fraudes em licitações no estado de Roraima. Ele teve a prisão temporária (por cinco dias) decretada a partir da investigação sobre a morte do major Pedro Plocharski, assassinado por ordem do crime organizado há cerca de dois anos, em Curitiba.

A polícia não encontrou provas contra ele na morte do major, mas descobriu um esquema montado para fraudar licitações na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Roraima. Há cerca de sete anos, a CPI Estadual do Narcotráfico o prendeu por tráfico de drogas. O processo ainda não terminou.

Além de Dehaini, outras 34 pessoas envolvidas no esquema foram presas pela Polícia Federal em Roraima, Amazonas e Paraná, durante a Operação Metástase, assim chamada por ter ramificações nos três estados. No Amazonas, foram realizados 12 mandados de busca e apreensão e duas prisões. Os presos no Amazonas foram os irmãos Antônio e Geraldo Picanço, donos da empresa de aviação Amazonave. Dehaini é acusado de cometer crime em Roraima e no Paraná: fraude a licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, sonegação fiscal, crime contra a ordem econômica e quebra de sigilo telefônico. Além disso, ele e o filho foram presos em flagrante por porte ilegal de arma enquanto a Polícia Federal cumpria seis mandados de prisões temporárias no estado (contra ele, o filho, dois funcionários, um funcionário da prefeitura de Araucária e o ex-policial Samir Skandar, que está preso no Complexo Penal de Piraquara).

Segundo a Polícia Federal, Dehaini venceu licitações por meio de fraudes em Roraima. Além disso, ele teria orientado seus pilotos a fraudarem a contabilidade de horas e a diminuírem a velocidade de deslocamento com o objetivo de aumentar o número de horas. O suposto golpe teria causado um prejuízo de cerca de R$ 34 milhões aos cofres públicos.

No Paraná, a investigação aponta que o empresário estaria sonegando tributos da prefeitura de Araucária, deixando de pagar parte do Imposto Sobre Serviços (ISS) gerado pelas suas atividades na cidade.

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