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Violência

PM executado pode ter sido vítima de traficantes

Foz do Iguaçu – Grupos que comandam o tráfico de drogas na região do Porto Belo, bairro situado na fronteira entre Brasil e Paraguai, em Foz do Iguaçu, são os principais suspeitos de ter executado o soldado da Polícia Militar (PM) Evandro Carlos Paloschi, 33 anos. Ele foi morto com cerca de 14 tiros de três diferentes armas de grosso calibre, algumas horas depois de o Batalhão da PM ter sido avisado de que um policial militar, cujo nome não foi revelado, seria assassinado.

O soldado foi abordado no último sábado por volta das 21h15, quando estava de folga, sem farda, e caminhava para casa a pé. Pelo menos três homens que estariam em um veículo Fiat Tipo, azul, placas ICI-3748, dispararam tiros de escopeta 12 e pistolas 45 e 9 milímetros contra o policial, que passava próximo a uma farmácia. Sem tempo de reagir e sacar a própria arma, Paloschi morreu no local. O veículo Tipo foi encontrado abandonado na região do crime, com vários estojos deflagrados e um carregador de pistola 45 municiado.

O delegado da Polícia Civil Renato Coelho de Jesus diz que provavelmente os assassinos devem pertencer a uma ou mais quadrilhas que comandam o tráfico de drogas na região. Por ficar próximo às margens do Rio Paraná, o bairro é usado como entreposto para o escoamento de drogas do Paraguai que são distribuídas no Brasil, principalmente maconha.

Segundo Coelho, a polícia já trabalha com suspeitos de terem cometido o crime, que provavelmente foi encomendado. O delegado não descarta a possibilidade de vingança. "Uma pessoa encomendou e outra matou", diz.

Ele vai ouvir policiais militares de Foz do Iguaçu e a família de Paloschi para tentar descobrir os motivos do homicídio. Não se sabe se o crime foi motivado pela atuação do policial diante do combate ao tráfico de drogas na região ou por outro fato. O veículo e as cápsulas apreendidas estão sendo submetidas à perícia.

O tenente da PM de Foz do Iguaçu, Damião dos Santos, diz que os policiais do batalhão foram orientados a ter cautela desde a onda de violência que tomou conta de São Paulo. Segundo ele, a PM recebe trotes constantemente, mas até semana passada nenhuma das ameaças havia sido concretizada. Paloschi trabalhava na PM de Foz do Iguaçu havia 12 anos e era tido como policial de boa conduta. Ele atuava no policiamento ostensivo na região norte da cidade, onde foi morto. O PM deixou esposa e três filhos.

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