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Câmara

PMDB decide apoiar Chinaglia e esquece terceira via

Brasília – O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), comunicou ontem ao candidato a presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) que ele é o escolhido dos 90 deputados peemedebistas à presidência da casa.

De acordo com o resultado final apurado, o candidato do PT de São Paulo a presidente da Câmara recebeu 46 votos e o presidente da casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), candidato à reeleição, ficou com 11.

Outros seis peemedebistas votaram a favor do lançamento de um terceiro candidato, e houve um voto em branco. Votaram no encontro de ontem do PMDB 64 deputados.

Os parlamentares peemedebistas que não votaram em Chinaglia se comprometeram, por uma regra previamente estabelecida, a apoiá-lo.

Ao ser informado pelo presidente nacional do PMDB do resultado oficial, ele reiterou o compromisso de adesão do PT a um candidato do PMDB a presidente da Câmara daqui a dois anos.

Votação

A cédula para os deputados do PMDB votarem, contendo os nomes de Chinaglia e Rebelo, teve não apenas dois quadrinhos, mas três: um para a proposta do PT, que é a de fazer parceria em que o PMDB apoiaria Chinaglia agora e ganharia apoio do PT para escolher o presidente da Câmara daqui a dois anos; um segundo quadrinho para a proposta do PC do B, apresentada segunda-feira em carta a Michel Temer, e assinada também pelo presidente do PSB, Roberto Amaral, que pede apoio a Rebelo e reconhece o direito do PMDB de presidir a casa daqui a dois anos; e um terceiro quadrinho contendo a proposta do grupo independente de lançamento de um candidato da chamada terceira via, que poderia ser escolhido pelo PMDB.

Aclamação

Antes de definir o apoio a Chinaglia, os deputados do PMDB definiram o partido não iria lançar um candidato próprio. O único peemedebista que havia se apresentado para concorrer com os dois candidatos em disputa era o deputado Edinho Bez (SC), mas ele retirou seu nome ao constatar que não havia apoio.

Por aclamação, o plenário peemedebista decidiu que a minoria iria acompanhar a decisão que a maioria tomasse. Foi uma preliminar sugerida pelo líder do PMDB na Câmara, deputado Wilson Santiago (PB), na tentativa de evitar dissidências.

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