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ELEIÇÕES

PMDB não terá candidato próprio à Presidência

Brasília – O PMDB não terá candidato próprio à Presidência da República. Esse foi o resultado da convenção realizada neste sábado, que ainda pode ser discutido.

O resultado não tem valor jurídico. O deputado Eduardo Cunha (PSB-RJ), aliado do pré-candidato Anthony Garotinho, obteve na Justiça do Rio liminar que suspendeu os efeitos da convenção.

O grupo do ex-governador do Rio de Janeiro entrou na sexta-feira (11/5) com seis ações na Justiça, alegando que a discussão de candidatura deve ser feita no prazo previsto por lei para as convenções, em junho. Também argumenta que a candidatura própria já foi aprovada na convenção de dezembro de 2004. Outra tática seria esvaziar a reunião.

A convenção de dezembro de 2004, validada recentemente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu pela candidatura própria, graças à ausência da ala governista. O evento estabeleceu ainda que qualquer mudança necessitaria de dois terços dos votos – ou seja, 484 dos 726 votos. A interpretação da ala governista é diferente: segundo o estatuto do PMDB, uma maioria simples dos convencionais pode alterar decisão de convenção anterior. Aliados de Anthony Garotinho, pré-candidato da sigla ao Palácio do Planalto, comemoraram pela manhã a medida liminar (decisão judicial provisória) que anulava os resultados do encontro.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra-atacou: "O principal é que a decisão política será tomada e o PMDB não terá candidato a presidente", disse. Renan, um dos principais defensores da não-candidatura do PMDB, chegou a ironizar a insistência do ex-governador do Rio: "Garotinho que não come não cresce". Garotinho fez greve de fome, protestando por se considerar perseguido pela imprensa.

Durante a convenção, Garotinho falou por cerca de meia hora e criticou a parte do PMDB que é contra a candidatura. "Não posso admitir que o presidente do Senado, hoje presidente da República, diga que uma decisão de um desembargador não vale nada", afirmou. E concluiu: "O que não vale nada são as pessoas que querem destruir o PMDB". O outro pré-candidato, Itamar Franco discursou logo após Garotinho: "Não é possível que esse partido seja submisso, coadjuvante, em benefício daqueles que só visam os seus ideais", disse.

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