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Tragédia no RS

Polícia busca provas de que banda usava fogos

Casas dos cinco integrantes do grupo Gurizada Fandangueira foram vistoriadas pelos policiais ontem. Material coletado pode comprovar pirotecnia em shows

Juiz negou revogação da prisão de Mauro Hoffmann | Reuters
Juiz negou revogação da prisão de Mauro Hoffmann (Foto: Reuters)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu ontem mandados de busca e apreensão na casa dos cinco integrantes da banda Gurizada Fandangueira, em Santa Maria e Rosário do Sul. O material coletado, sobretudo imagens em papel ou copiadas de computadores, pode comprovar que a banda usava pirotecnia em seus shows. Segundo testemunhas, o incêndio na boate Kiss, no último dia 27, começou por causa de fagulhas de fogos de artifício usados pelo grupo. A tragédia matou 238 pessoas.

A investigação feita por um grupo de delegados da Santa Maria já interrogou cerca de cem testemunhas e tem outras 500 para ouvir nas próximas semanas. Os proprietários da casa noturna, Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, estão presos e serão ouvidos novamente antes do fim do inquérito, previsto para o início de março.

Prisões

O juiz Ulysses Fonseca Louzada, da Comarca de Santa Maria, negou os pedidos de revogação da prisão temporária dos quatro envolvidos no caso. "Ainda há diligências a serem realizadas, tais como acareações, buscas, reconstituições dos fatos, análise de documentos e perícias", justificou Louzada. Dois integrantes do Gurizada Fandangueira – o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor Augusto Bonilha Leão – estão detidos, assim como Spohr e Hoffmann.

O número de hospitalizados por causa do incêndio da boate Kiss caiu de 81 para 75 ontem, segundo a Força Nacional do SUS. Desses, 21 ainda respiravam com ventilação mecânica até as 20 horas desta quarta. A maioria dos internados tem problemas pulmonares.

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