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Curitiba

Polícia considera encerrado caso da mulher morta no apartamento trancado

A Delegacia de Homicídios anunciou nesta terça-feira (13) que considera encerrado o caso da mulher encontrada morta em um apartamento trancado na região central de Curitiba. A imobiliária Asa, que negocia a locação do apartamento, disse à polícia que Lígia Maria Salles Denes teria demonstrado interesse em alugar o imóvel, retirando a chave três vezes.

Para o delegado Edward Ferraz, que investiga o caso, Lígia fez uma cópia da chave. No dia 31 de outubro do ano passado, a desempregada se dirigiu a empresa três vezes em um único dia, recebendo a autorização para a visita. "O protocolo já estava nos arquivos mortos. Fomos procurar depois que a imprensa noticiou o nome dela", afirma Sônia (que optou por não informar o sobrenome), gerente da Asa.

O corpo foi encontrado às 21h da última terça-feira (6) pela então locatária do apartamento, que recém alugara o imóvel. Nenhum documento da mulher morta foi encontrado no local. Não havia cópia da chave no apartamento. Lígia trajava uma camiseta com a frase "Professores fascinantes educam a emoção". Os vizinhos e porteiros do edifício Uayê (na Avenida Sete de Setembro) declararam não ter visto ou ouvido nada suspeito.

Análises do Instituto Médico Legal deram conta que Lígia morreu em razão de uma inflamação nos brônquios , que provavelmente desencadeou uma hemorragia interna. Os exames apontam que a mulher estava morta há aproximadamente oito horas quando foi encontrada.

Segundo a Polícia Civil, Lígia tinha 53 anos e estava desaparecida desde 8 de novembro. Ela deixou duas cartas para a família, mas sem dizer para onde iria, segundo os familiares disseram à polícia.

Lígia só foi identificada no domingo (11). O corpo foi sepultado na segunda-feira (12) no cemitério do Água Verde.

Com as novas descobertas, o caso não será mais investigado. "Por não se tratar de um homicídio e haver a confirmação de que foi a própria Lígia quem encontrou meios de entrar no apartamento, o caso está encerrado", explica Ferraz.

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