
Os retratos-falados de dois suspeitos de matar o italiano Giovanne Rossi, de 34 anos, foram divulgados pela Delegacia de Homicídios (DH) nesta quinta-feira (18). A vítima e o irmão saíam de um restaurante do Centro de Curitiba, quando um homem se aproximou e atirou contra Rossi no fim de março.
O responsável pelo disparo, segundo a polícia, é que está de blusa azul no retrato falado. Ele tem aproximadamente 27 anos e 1,80 m de altura. O suspeito tem pele parda e cabelos escuros. Assim como o atirador, o homem que dirigia o carro usado para a fuga usava boné e óculos escuros. Ele aparenta ter 24 anos e 1,70 m. Conforme o retrato-falado, ele tem costeletas, cabelos escuros e pele parda.
"Através das investigações conseguimos confeccionar esses retratos e esperamos que possibilitem a identificação dos responsáveis pelo crime", disse o titular da DH, Rubens Recalcatti.
Investigação
O delegado-adunto Cristiano Quintas informou que novas linhas de investigação surgiram recentemente. "Agora trabalhamos principalmente com três linhas. Descobrimos que ele tinha desavenças com um ex-sócio e com antigos inquilinos dele", disse.
Segundo Quintas, Rossi e o ex-sócio, que também já foi chefe dele, tiveram "desentendimentos comerciais". A vítima também teria despejado antigos inquilinos dele, o que criou um atrito entre eles. A outra hipótese analisada pela polícia investiga se o assassinato tem relação com uma auditoria de gastos do condomínio pedida pela vítima. "É um caso muito difícil, porque a vítima tinha muitas desavenças", lamentou o delegado.
Também existiu a suspeita de que o caso pudesse ter motivação passional, mas essa hipótese perdeu força. A suspeita de ter sido uma tentativa de roubo está quase descartada, de acordo com a DH.
O crime
Giovanni Rossi foi baleado na Rua Emiliano Perneta, logo após sair de um restaurante, acompanhado pelo irmão. Uma testemunha que estava do outro lado da rua contou aos investigadores que o responsável pelo crime segurou os dois irmãos e, em poucos segundos, atirou.
O suspeito correu para a Rua Lamenha Lins, onde embarcou em um Golf preto, com teto solar. O veículo seguiu em direção ao Rebouças.
Rossi foi levado para o Hospital Evangélico, onde passou por uma cirurgia e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até a manhã do dia 22 de março, quando morreu. A vítima morava no Brasil havia dois anos.



