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Polícia diz que pior já passou e governo descarta ajuda federal

A cúpula da segurança pública de Santa Catarina afirmou na tarde desta sexta-feira (16) que já identificou quais facções criminosas ordenaram os ataques e qual foi a motivação.

"É uma reação às ações do Estado no combate ao tráfico de drogas e no endurecimento do sistema prisional", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D'Ávila, em entrevista.

D'Ávila disse que não daria mais detalhes da investigação para não atrapalhar os trabalhos e não informou se os mandantes estão presos.

Segundo ele, há dificuldade para prevenir os ataques porque "a investigação ainda é incipiente".

O secretário de Segurança Pública, César Grubba, afirmou que os serviços de inteligência de agências federais já estão colaborando com o Estado. "Estamos em reuniões constantes, trocando informações", disse.

Grubba afirmou, no entanto, que nesse momento não é necessário pedir ajuda para reforçar o patrulhamento das ruas.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Nazareno Marcineiro, isso só será feito se "a situação se agravar". Ele diz que o Estado tem condições de garantir a segurança da população graças a uma força reserva de cerca de 100 alunos da Academia de Polícia e 400 policiais do interior do Estado. "O pior já passou, a paz vai ser restaurada", disse.

"Determinamos que cada comando regional esteja pronto para deslocar grupos de 30 homens para Florianópolis ou para qualquer cidade em que seja necessário", Marcineiro.

Desde terça-feira, 43 pessoas foram detidas no Estado por suposta participação em 59 ataques. Cerca de 20% dos suspeitos são menores de idade, segundo a Polícia Militar.

De acordo com o diretor do Deap (Departamento de Administração Prisional), Leandro Lima, o Estado não vai se dobrar aos ataques e continuará aplicando a legislação com rigor.

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