São Paulo A polícia libertou na segunda-feira Lucas Ferreira da Silva, 6 anos, em Guaianazes (zona leste de São Paulo), 63 dias dias após ser seqüestrado em Arujá, Região Metropolitana de São Paulo.
De acordo com a polícia, os seqüestradores levaram o menino por engano. O objetivo deles era raptar o irmão dele, Bruno, de 21 anos, que acompanhava Lucas quando ele seguia rumo à escola.
Bruno foi rendido pelos bandidos, mas acabou abandonado em um posto de gasolina de Guarulhos, dentro do porta-malas do carro usado pelos seqüestradores.
A família de Lucas chegou a receber um pedido de resgate, duas semanas após o seqüestro, mas os bandidos não fizeram novos contatos.
O cativeiro foi descoberto após a prisão de um suspeito em Caraguatatuba (173 km de São Paulo).
Um dos principais suspeitos de participar do seqüestro de Lucas é um advogado que morou próximo da casa do menino. Ademilson Alves de Brito foi preso no dia 3 de junho passado, quando as investigações indicaram uma proximidade entre ele os autores do crime.
Ao longo de dois meses de investigação, a polícia prendeu 13 pessoas acusadas pelo crime, e ainda procura um suspeito, que já teve prisão temporária decretada pela Justiça. Os detidos podem ser condenados a até 26 anos de prisão.
Ontem, na primeira manhã vivida em casa, Lucas estava bem-humorado e não tirava os olhos dos brinquedos e das flores enviados por parentes e amigos da família.



