O coronel e comandante da 1º Regional da Polícia Militar, Ademar Cunha Sobrinho, negou que houve um toque de recolher no bairro Uberaba, em Curitiba, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (14). "O que houve lá foi uma fofoca para tentar denegrir um trabalho que está dando certo", declarou.
Segundo o coronel, pessoas mal intencionadas entraram em contato com as escolas e se identificaram como policiais militares. Essas pessoas teriam dito que a orientação era para que as escolas fossem fechadas. "A Polícia Militar não faz esse tipo de serviço, as escolas foram fechadas única e exclusivamente porque eles não quiseram dar aula", afirmou Cunha. "Esse boato criou um tumulto e uma correria desnecessários, pais até mesmo deixaram seus empregos", completou. Ainda segundo o coronel, não houve qualquer registro de atividade suspeita ao longo do dia no bairro.
Em relação ao aumento do policiamento na região, o comandante explica que foi uma ação que já estava programada no bairro, que recebeu a primeira Unidade Paraná Seguro (UPS) do estado. "Coincidentemente aconteceu essa ameaça pela manhã e eu estava com todo o efetivo preparado", disse.
O helicóptero que sobrevoou a região também fazia parte da operação. "Eu solicitei que esse helicóptero estivesse circulando em todas as áreas de UPS e, quando eu soube dessa situação no Uberaba, pedi que ficasse mais ali na região", explicou.
O reforço no policiamento deve permanecer no Uberaba pelo menos até o fim de semana, para tranquilizar os moradores. A UPS do Uberaba conta com o efetivo de 60 policiais normalmente, com o reforço, serão 120 policiais. O trabalho pode ser estendido até segunda ou terça-feira, de acordo com a polícia.
Ameaças como a desta sexta-feira já aconteceram outras vezes, mas não há qualquer indício de que a área seja tomara por traficantes, informou Cunha. "É um bairro que atualmente está tranquilo", reforçou.



