Duas mulheres foram presas em flagrante na terça-feira (30) em Arapoti, na região do Norte Pioneiro, suspeitas de explorarem sexualmente uma adolescente de 13 anos. As duas foram encaminhadas para o Centro de Carceragem de Castro e foi aberto inquérito policial para investigar o caso. A suspeita é de que as mulheres ofereciam moradia, dinheiro e um quarto em um estabelecimento comercial na Vila Romana, bairro próximo ao centro da cidade, para que a adolescente se prostituísse. A adolescente foi entregue ao conselho tutelar que deve devolvê-la à família.
De acordo com o delegado que efetuou as prisões, Marcos Paulo Rigoni Rubira, uma das mulheres, dona do estabelecimento, alugava um quarto no próprio local, onde ela levava homens mais velhos. Além disso, ela recebia até R$ 2 para cada cerveja vendida. A polícia encontrou no local um caderno com anotações sobre pagamentos à garota. A outra suspeita, que se disse amiga da proprietária, contou que a adolescente era babá de seus filhos e dormia em sua casa.
Para a polícia, a situação caracteriza agenciamento e se encaixa no previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que diz ser crime submeter criança à exploração sexual. "Mesmo que elas não forçassem, elas facilitavam e eram responsáveis pela garota", afirma Rubira. As suspeitas negaram as acusações. A polícia tem dez dias para concluir o inquérito e deve começar a ouvir os vizinhos do estabelecimento.
As prisões foram efetuadas a partir de uma denúncia anônima de que o bar abrigava um ponto de prostituição infantil. O investigador Ângelo Claudemir Simões foi verificar a situação no local em uma viatura descaracterizada e foi abordado pela adolescente, que afirmou ter 18 anos. Simões levou a garota, a proprietária do estabelecimento e uma cliente, como testemunha, à delegacia, onde se verificou que a idade dela era na verdade 13 anos. Ela então admitiu e as mulheres foram presas.



