
Oito pessoas foram presas em Curitiba e Belo Horizonte, acusadas de integrar uma quadrilha especializada em roubos a joalherias. Segundo a polícia, o grupo causou um prejuízo de cerca de R$ 1,5 milhão na região metropolitana de Curitiba. O delegado Francisco Caricati, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), calcula que no Brasil inteiro o prejuízo causado pela quadrilha chegue a R$ 3 milhões.
As investigações começaram em março, após duas joalherias serem assaltadas na capital e uma em São José dos Pinhais. Policiais do Paraná, Santa Catarina e Minas participaram da operação.
De acordo com Caricati, a quadrilha agia em todos os estados do Sul e Sudeste. Em Curitiba foram presas três mulheres e dois homens na quarta-feira. Com eles, os policiais apreenderam um fuzil, uma submetralhadora, duas pistolas, coletes balísticos da Polícia Civil, duas granadas, munição e três carros. Outros três acusados de participar da quadrilha foram presos em Belo Horizonte.
Segundo o delegado, as mulheres eram usadas para fazer um levantamento prévio dos lugares que seriam assaltados. "Eles iam até as joalherias como compradores, por duas ou três vezes, até ganhar a confiança das vendedoras", explica. "Em seguida, voltavam para uma nova compra e, quando a vendedora abria o cofre para mostrar as joias, eles anunciavam o assalto."
Nenhum dinheiro ou joia foi recuperado ainda. Em Belo Horizonte, o grupo é acusado de assaltar também carros-fortes e bancos.
Prisões
Em Curitiba foram presos Bruna de Borba, Thanisa Sheunemann e Leandro Lopes, em uma casa no Pinheirinho. Eleandro Matias e Losiane de Borba, em uma casa no bairro das Mercês. Os policiais mineiros prenderam Vílson de Boni, apontado como mandante do grupo, Antônio Fernando Bento e Rubens Coutinho de Lemos em Belo Horizonte. Com eles, foram apreendidos três pistolas, um caminhão que era utilizado para carregar mercadoria roubada e armamento e dois carros. Os detidos responderão por formação de quadrilha, porte ilegal de armas e roubo.



