Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Homicídio

Polícia procura trio que foi ao apartamento de travesti assassinado

O corpo da vítima foi encontrado na última segunda-feira, no Centro de Curitiba, com sinais de tortura e pernas e braços amarrados

A Delegacia de Homicídios de Curitiba tenta identificar três homens que foram até o apartamento do travesti conhecido como Mônica, que foi assassinado na semana passada, informou nesta quarta-feira (14) o delegado Rubens Recalcatti. O corpo da vítima foi encontrado na última segunda-feira, com sinais de tortura e pernas e braços amarrados.

Conforme investigação da polícia, um travesti acompanhado de outros homens foi até o apartamento da vítima na noite do crime. A entrada no prédio tinha sido liberada pela vítima para qualquer pessoa que dissesse que ia a casa dela. "Ela deixou avisado na portaria que qualquer um podia entrar", disse Recalcatti.

O delegado também contou que a vítima, identificada como Edmilson Pedro dos Santos, 42 anos, tinha um comportamento de risco. "A polícia soube que a vítima fazia programas, levava as pessoas para o apartamento dela e passava a agir em tom de ameaça, com o objetivo de conseguir dinheiro e isso pode ter levado a sua morte", declarou.

Um travesti amigo da vítima, que preferiu não se identificar, contou que por diversas vezes alertou Edmilson sobre as pessoas que ele levava para casa. "Ela levava muita gente estranha para casa, os amigos sempre falavam para ela tomar cuidado", disse. Ele disse que almoçou com Edmilson no dia do crime, no apartamento dele e, à noite, tentou telefonar, mas a ligação só caía na caixa de mensagens.

Segundo o amigo, a vítima não tinha inimizades, não comentou sobre ter sofrido violência de alguém recentemente e costumava ser gentil com os clientes. "Ela dizia que colocava as fotos reais dela na internet e quem quisesse já sabia como ela era. Se mesmo assim a pessoa fosse até a casa dela e não gostasse, podia ir embora, ela não obrigava a pessoa a pagar sem ter feito o programa".

O amigo ainda disse que a vítima tinha o hábito de dizer às pessoas que tinha muito dinheiro, apesar de não ter. "Ela me disse que devia R$ 30 mil para o banco, porque emprestou dinheiro a uma amiga que não pagou. Na semana passada mesmo ela me pediu dinheiro emprestado", contou. Há cerca de um mês, dois homens teriam ido até a casa de Edmilson para pedir dinheiro a ele, segundo o amigo.

O irmão de Edmilson, que mora na Paraíba, veio a Curitiba para liberar o corpo e prestar depoimento nesta quarta-feira. Ele disse à polícia que tinha contato com o irmão e que inclusive administrava as finanças dele, mas não soube informar qualquer pista que pudesse ajudar na busca pelo autor do crime.

O crime

O corpo foi encontrado dentro do apartamento onde a vítima morava, na Rua 13 de Maio, no Centro de Curitiba, perto do Passeio Público, entre as Ruas Presidente Faria e Conselheiro Laurindo. Segundo a polícia, o crime ocorreu na noite de quinta-feira (8). Mãos e pés do travesti foram amarrados em uma cadeira. Havia sinais de tortura e foi encontrada uma camisa que pode ter sido usada para sufocar a vítima.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.