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Aventura

Policiais enfrentam maratona para prender ex-PM foragido no litoral

Acusado morava com a família em uma ilha em Garuva, em Santa Catarina, e plantava bananas. Policiais tiveram que usar canoa para chegar até o local e persegui-lo em plantação de arroz

Os policiais da Delegacia de Vigilância e Capturas (DVC) de Curitiba enfrentaram uma "maratona" para prender o ex-policial militar Casemiro Zavalscki, de 47 anos, que estava foragido, neste domingo (23). Denúncias anônimas revelaram o paradeiro do ex-policial: ele morava em uma ilha na cidade de Garuva, em Santa Catarina, com a mulher e quatro filhos, e trabalhava como agricultor, plantando bananas. Ele foi preso e encaminhado para o Centro de Triagem II, em Piraquara, na região metropolitana, onde vai aguardar a decisão judicial.

A polícia investigou o caso por 15 dias antes de agendar a ação. De acordo com o investigador da DVC, Carlos Henrique Silva Lima, o acesso à ilha é bastante difícil: uma balsa manual faz o transporte dos passageiros. Quando os policiais chegaram lá, às 6 horas da manhã do domingo (23), a balsa estava do lado da ilha e a correnteza do Rio Cubatão não permitia que ela voltasse para buscá-los. "Contratamos um pescador, que levou dois policiais de cada vez em uma canoa", conta Lima.

Na ilha, eles andaram três quilômetros por meio de um bananal, até chegar à casa de Zavalscki, que fugiu ao perceber a presença dos policiais. Ele saiu correndo em direção a uma plantação de arroz e se distanciou dos policiais. "Tivemos de efetuar cerca de 50 tiros de advertência, mas ele só parou quando ficou cansado, porque o terreno era bastante irregular", conta o investigador.

O ex-PM foi preso e levado para Guaratuba, onde foi feita a apresentação ao delegado e juiz, que autorizaram a transferência do detento para Curitiba. Zavalscki é acusado de ter cometido dois homicídios quando ainda era policial. Em 1984, seria o autor do homicídio de um homem com oito facadas em União da Vitória, na região Sul, porque ele teria tentado se envolver com a sua mulher. O crime teria se repetido em 2000, quando um rapaz que teria mexido com seu filho em Guaratuba, no Litoral, foi morto.

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