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observação das estrelas

Polo Astronômico em Itaipu estimula gosto pela ciência

Visitante observa o Sol com a ajuda de um telescópio especial | Christian Rizzi/ Gazeta do Povo
Visitante observa o Sol com a ajuda de um telescópio especial (Foto: Christian Rizzi/ Gazeta do Povo)

Quem visita o Polo As­­tronômico Casimiro Mon­­tenegro Filho, no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, fica extasiado com a imensidão e os mistérios do universo. A observação de estrelas e planetas em telescópios e a olho nu aproxima a ciência de turistas, estudantes e professores.

O coordenador do Polo Astronômico, Janer Vilaça, explica que um dos propósitos do espaço é justamente promover a popularização da ciência. No programa de visitas e cursos, os conceitos da astronomia são repassados com base em uma técnica de transposição didática, que utiliza uma linguagem que se aproxima à realidade de quem recebe a informação. Com isso, o polo ajuda a construir uma cultura científica na região onde está inserido. "Oferecemos ao público algo para ele dar continuidade na astronomia", diz Vilaça.

As visitas ao polo incluem passagem por ambientes internos e externos. Na parte externa, o visitante conhece um Relógio do Sol Analemático e interativo, com design baseado em elementos da cultura guarani. Outra atração é um observatório astronômico indígena – criado para proporcionar inúmeras experiências, como mensurar o movimento aparente do sol, algo que auxiliava os índios na elaboração de um calendário próprio e na orientação geográfica.

Um diferencial do polo é a Plataforma de Observação a Olho Nu, espaço onde se tem contato com os astros sem o uso de equipamentos. Na plataforma, os visitantes assistem a miniaulas de astronomia enquanto observam o céu em cadeiras confortáveis.

O observatório do polo, com uma cúpula de seis metros de diâmetro, opera com três telescópios, incluindo um Schmidt-Cassegrain de 11" (280 milímetros) usado para divulgação científica.

No circuito interno, o visitante depara-se com exposição de meteoritos e esferas que reproduzem as superfícieis dos planetas. Há também sessões do planetário, na qual se alia educação e entretenimento.

Cursos

Desde que começou a funcionar, em maio de 2009, a instituição já ofereceu, em parceria com a Universidade Estadual do Oeste (Unioeste), 29 cursos de 40 horas para cerca de 800 professores de escolas públicas situadas em oito municípios da região. Os docentes, do ensino fundamental e médio, são treinados para repassar o conhecimento em sala de aula aos alunos e estimular o gosto pela ciência.

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