O Ministério Público português abriu inquérito para investigar suspeita de participação do vice-cônsul de Portugal Adelino Cruz Pinto num golpe que causou prejuízo de R$ 2,5 milhões aos cofres da Arquidiocese de Porto Alegre. Pinto já havia sido apontado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul como o autor de um suposto esquema que prometeu R$ 12 milhões do governo português para a arquidiocese restaurar igrejas de arquitetura lusitana.
A transferência seria intermediada por uma ONG belga. Em troca, a arquidiocese deveria depositar uma caução de R$ 2,5 milhões na conta do vice-cônsul. A verba para as restaurações nunca veio e o dinheiro da caução foi transferido pelo diplomata. As investigações no RS esbarraram na imunidade diplomática do vice-cônsul. Pinto está em Portugal e suspenso do serviço diplomático. O advogado dele, Amadeu Weinmann, afirma que seu cliente é inocente.



