
Um dia depois de o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) garantir que o prazo para uso do Aterro da Caximba não deve ultrapassar julho ou agosto deste ano, a prefeitura de Curitiba afirmou que vai usar a Caximba até esgotar o limite do licenciamento. Por esse motivo, o espaço pode ser usado além de janeiro de 2010, antiga marca estabelecida pela administração municipal.
A Caximba já ganhou seis meses de "vida" nos últimos tempos. Em agosto do ano passado, o secretário de meio ambiente, José Antonio Andreguetto, disse que o espaço seria encerrado em julho deste ano. Agora, o secretário afirmou que o tempo de uso será definido seguindo o licenciamento do IAP 940 metros de altitude, tendo como base o nível do mar. Uma das formas de aumentar o tempo de vida é a proibição para que os grandes geradores empresas que produzem mais de 600 litros de resíduos por semana depositem seus lixos na Caximba a partir de hoje. Ontem, o secretário e a coordenadora de Resíduos Sólidos da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Oliveira Dias, estiveram na Câmara Municipal de Curitiba para tirar dúvidas dos vereadores sobre o problema do lixo.
A prefeitura de Curitiba sabe que o prazo para divulgar o resultado da licitação do lixo e definir o novo terreno, onde será instalado o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar), fica cada vez mais escasso. A conclusão da concorrência que vai definir as empresas que vão operar a indústria deve ser divulgada na semana que vem. O prazo para contestação entre os participantes é de 15 dias. E, neste intervalo, um dos três terrenos em fase de licenciamento pelo IAP Curitiba, Fazenda Rio Grande e Mandirituba terá de ser escolhido.
Ao IAP, depois dessas definições, cabe completar o licenciamento, autorizando a tecnologia empregada e forma de operação, caso estejam adequadas com os padrões. Conforme o presidente do órgão, Vítor Hugo Burko, esse procedimento deve demorar ao menos dois meses. "O IAP tem vontade de resolver o mais rápido possível, mas se trata de um assunto complexo, que merece ser discutido da forma adequada", argumenta.
Por conta de um possível atraso nos cronogramas, Andreguetto admite que a prefeitura trabalha com a possibilidade de um "plano B" para que as cidades não fiquem sem espaço para depositar o lixo. "Se lá na frente os cronogramas não casarem, teremos outras alternativas. Todos nossos técnicos pensam em uma forma de solucionar o problema. Não vamos, porém, criar nenhum tumulto", diz. Em fevereiro deste ano, o IAP afirmou que um terreno em Ponta Grossa poderia ser usado pela prefeitura de Curitiba em casos emergenciais.
Moradores da região da Caximba, em Curitiba, afirmam que, se o IAP licenciar o terreno próximo ao atual aterro, vão bloquear de forma permanente o acesso dos caminhões à Caximba, nos mesmos moldes do protesto de segunda-feira.
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