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Curitiba

Presença de mosquito da dengue é monitorada em áreas da Copa

Ao todo serão instaladas 250 armadilhas provisórias que vão verificar se há mosquitos transmissores em sete bairros de Curitiba. Iniciativa pode ser levada a outros bairros

Duzentos e cinquenta armadilhas provisórias estão sendo instaladas em Curitiba até o fim dessa semana para constatar se há mosquitos da dengue na região que será mais frequentada por turistas durante a Copa do Mundo. De acordo com a prefeitura, os dispositivos são instalados em casas e comércios dos bairros Jardim Botânico, Cristo Rei, Alto da Rua XV, Centro, Rebouças, Batel e Prado Velho. A previsão é que o trabalho seja concluído até esta sexta-feira (9).

As armadilhas são de um tipo chamado de "ovitrampas", formadas por um pequeno vaso plástico preto com uma palheta feita de chapa de fibra. Esta última tem uma face lisa e outra enrugada, virada para cima, e um pouco de líquido como atrativo, feito a partir da maceração de capim na água. A fêmea é atraída pelo cheiro do atrativo e coloca seus ovos na parte áspera da palheta. A cada sete dias, a chapa deve ser limpa e água do vaso deve ser escorrida.

Luiz Armando Erthal, diretor do Centro de Saúde Ambiental, esclarece as armadilhas são instaladas no mínimo a 300 metros de distância cada uma. Ele cita que geralmente são postas em locais úmidos e fora do alcance de crianças e animais. "Depois de uma semana a armadilha é retirada para análise e pode ser colocada em outros lugares, com a renovação da água, renovação de tudo, com exceção do vaso. A presença do ovo do mosquito é um indicativo de que é necessário fazer ação preventiva no local e tudo aquilo que pode acumular água no entorno vai ser verificado. É uma estratégia, um método para verificar a presença do mosquito."

Erthal frisa que essas são as primeiras armadilhas instaladas, mas que os planos são de ampliar a iniciativa para outros bairros de Curitiba, caso a estratégia seja avaliada como efetiva. Segundo ele, no que depender da recepção da população nessa primeira semana, o projeto deve ter boa aceitação em outros bairros da cidade. "As pessoas têm colaborado bastante e é importante enfatizar isso porque a participação da população é fundamental para a prevenção."

Sesa quer instalar armadilhas na RMC

Ronaldo Trevisan, técnico do programa de controle da dengue da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), explica que as armadilhas instaladas em Curitiba são fruto de uma parceria entre estado e prefeitura. Segundo ele, os planos são de também instalar armadilhas, nas próximas fases do projeto, em São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais e Piraquara.

"Uma coisa importante de se ressaltar é que as pessoas abram as casas para os agentes da dengue. Claro que é preciso que a pessoa confira a identificação, pode inclusive consultar a referência de trabalho do agente da dengue no município, para que realmente esteja entrando um funcionário da prefeitura. Mas é essencial que as pessoas recebam em casa os agentes", afirma.

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