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Operação Quimera

Presos 20 suspeitos de envolvimento em fraudes no INSS

Operação Quimera ocorreu em Minas Gerais e São Paulo. Suspeita é de que o valor da fraude ultrapasse os R$ 6 milhões

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (6) 20 pessoas suspeitas de envolvimento com um esquema de fraudes contra a Previdência Social no sul de Minas Gerais e interior de São Paulo. Entre os presos temporariamente durante a Operação Quimera estão servidores públicos, médicos peritos, advogados, agenciadores e beneficiários das fraudes. Uma vereadora na cidade mineira de Monte Belo também foi presa. A PF já identificou um prejuízo de R$ 6 milhões, mas estima que o rombo possa chegar ao montante de R$ 30 milhões.

"O segurado, tendo ciência de que não teria direito ao benefício pelos caminhos legais, procurava os agenciadores. Estes, previamente ajustados com os servidores públicos, direcionavam as perícias para os médicos integrantes do esquema, os quais sugeriam deferimento de determinado benefício. Esse grupo tem envolvimento com fraude previdenciária, notadamente auxílio-doença e aposentadoria por invalidez", disse o delegado da PF em Varginha, João Carlos Girotto.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o modo de atuação é similar ao de outras fraudes já desvendadas pelos procuradores, PF e pelo setor de inteligência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em outros municípios mineiros "Segundo se apurou até o momento, o grupo atuava mediante a obtenção de vantagem pecuniária, que é obtida junto aos segurados, como 'custo' pelo acompanhamento de seu pedido junto ao INSS. Os médicos, por sua vez, recebiam pelas consultas que realizam em seus consultórios particulares previamente à realização da perícia", afirma o MPF.

Além das prisões temporárias, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão e ordens de seqüestro de veículos que seriam utilizados pela quadrilha. Em Minas, as ações foram concentradas nas cidades de Alfenas, Monte Belo, Conceição da Aparecida, Serrania entre outras. Em São Paulo, os policiais cumpriram mandados em Limeira, Jundiaí e em Ermelino Matarazzo, zona leste da capital paulista.

Os nomes dos suspeitos presos não foram divulgados. Segundo o delegado, eles poderão responder por crimes de estelionato, inserção de dados falsos nos documentos da Previdência Social, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica.

O grupo atuava "há cerca de cinco anos na perpetração das fraudes", revelou a polícia. A investigação teve início em novembro de 2007. Após oito meses, a PF confirmou a existência de uma organização criminosa e do esquema de fraudes.

Os suspeitos foram levados para o presídio de Três Corações, no sul de Minas. A Justiça Federal em São Sebastião do Paraíso (MG) expediu mandados prisão temporária por cinco dias, que poderão ser prorrogadas por igual período ou transformadas em pedidos de prisão preventiva. A população se deparou nesta quarta (06) com agências do INSS fechadas em cidades mineiras que foram alvo da operação da PF.

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