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Primavera no Paraná deve ser quente e com chuvas levemente acima da média

Temperaturas devem ser superiores à média histórica em todo o estado, no próximo trimestre, segundo previsão do Simepar. Aumento nas chuvas não deve ser leve

Clima da Primavera deve ficar dentro do esperado | Antônio More / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Clima da Primavera deve ficar dentro do esperado (Foto: Antônio More / Agência de Notícias Gazeta do Povo)

Começa na próxima terça-feira (23) a primavera no hemisfério sul. Para os paranaenses, a primeira quinzena de setembro já deu a tônica do que vem por aí na estação das flores: chuvas constantes e temperaturas acima da média histórica. A previsão é do Instituto Tecnológico Simepar.

Os maiores desvios estão previstos para as regiões Oeste e Norte do estado, onde as temperaturas máximas devem ficar entre 26,3ºC e 28,3ºC, entre outubro e dezembro. O início da estação deve ter ainda uma maior amplitude térmica, ou seja, variação maior entre as temperaturas mínima e máxima, segundo o Simepar.

O volume de chuvas deve aumentar de maneira gradativa em todo o Paraná, ao longo da estação. O que não significa que não possa haver interrupções nesse padrão. Podem ocorrer longos períodos de estiagem, acima do esperado, bem como épocas em que duas áreas muito próximas convivem uma com chuva intensa e outra com volume pequeno de precipitação. Confira detalhes sobre o volume de chuvas no box ao lado.

El Niño

A tendência de neutralidade na região do Oceano Pacífico afasta a chance de um El Niño de grande escala interferindo na estação, segundo informações do meteorologista do Simepar Samuel Braun. O fenômeno meteorológico é marcado por um superaquecimento das águas do oceano.

A chegada do El Niño, no entanto, não é descartada para o final da estação, entre novembro e dezembro. "Se isso ocorrer, teremos uma primavera mais chuvosa e com temperaturas acima da média", explica o técnico. No entanto, ele não aposta suas fichas nesta mudança: "É difícil [prever agora], porque dentro da estação ocorre muita variação interna".

InvernoO inverno paranaense confirmou a previsão de chuvas intensas, nas primeiras semanas, e de temperaturas mais altas do que o usual, nas últimas. Em julho e agosto, no entanto, temperaturas e precipitação foram próximas à média histórica. "Em relação a frio, tivemos um inverno bem típico em Curitiba, por exemplo", diz Samuel Braun.

Junho foi a exceção. Na região de Guarapuava, a precipitação foi quatro vezes acima do esperado. A capital registrou 200 mm de chuva, o dobro da média. A consequência foi um aumento de duas vezes e meia no número de ocorrências na Defesa Civil do Paraná entre junho, julho, agosto e o início de setembro. De 320 mil pessoas afetadas com chuvas, tempestades, alagamentos e enxurradas em 2013, o número subiu para 831 mil em 2014.

"Foi um evento atípico que entra para a história como um dos grandes desastres do Paraná", diz o capitão Pinheiro, da Defesa Civil, que ressalta que algumas regiões do estado tiveram precipitação superior a 380 milímetros de água em um intervalo de 48 a 72 horas.

Temperatura na média

Ainda assim, não houve uma queda de temperaturas. Em Curitiba, a temperatura mínima ao longo de junho ficou na casa dos 11,6ºC, quando historicamente bate 10,4ºC. Guarapuava ficou em 10,4ºC contra tradicionais 9ºC e Maringá cravou 15,2ºC no mês em que a mínima costuma ficar em 14,7ºC.

O grande destaque em termos de temperatura fica por conta das duas primeiras semanas de setembro. Até o dia 17, Curitiba registrou máximas na casa dos 24,6ºC, mais de dois graus acima da média de 22ºC. Guarapuava ficou em 25,3ºC (costuma ser 22,6ºC) e Maringá teve a máxima veranil de 30,7ºC, contra os 28ºC geralmente registrados em setembro.

Outros momentos de calor, os chamados veranicos, ficaram dentro do normal em relação aos anos anteriores. "É uma situação que ocorre comumente no Paraná. Não é fora do esperado, muito pelo contrário", explica o meteorologista do Simepar.

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